12/04/2016 às 08h57min - Atualizada em 12/04/2016 às 08h57min

A destruição do estado brasileiro

O Brasil vive uma grande crise envolvendo todos os setores da sociedade e da gestão pública. Na esfera pública verificamos recursos públicos mal aplicados e desperdiçados, supersalários, funcionários fantasmas e a não menos famosa corrupção com desvio de verbas públicas que, se fossem aplicados na saúde, por exemplo, teriam salvado milhares de vidas. O colapso financeiro do Brasil devido as péssimas gestões é tão grave que até mesmo os funcionários públicos  dos Estados  como Minas Gerais  e Rio de Janeiro estão sem receber ou recebendo seus salários parcelados. Estados que perdem apenas para São Paulo na arrecadação de impostos. E o setor privado e seus empregados?  Estes também estão pagando a conta  das gestões publicas irresponsáveis.  Lojas e empresas fechando as portas, milhões de pessoas desempregadas, redução nos investimentos sociais, dentre outras coisas.  Para agravar, a teoria econômica da oferta e da procura não vale para o Brasil. Teoricamente, quando as pessoas reduzem as compras devido a falta de dinheiro, chamado de procura, os preços dos produtos tendem a cair para poderem manter o ritmo das vendas, mas no Brasil acontece o contrário, os preços aumentam e a inflação sobe.  No Brasil, mesmo com a crise financeira, o desemprego e a recessão, os governos são os primeiros a aumentar e reajustar as tarifas. O combustível, a energia elétrica, a água, o IPTU, os impostos de modo geral.  Vivemos em um país onde o político não se importa em ser chamado de corrupto, ladrão, safado. Políticos que fazem de tudo para se manter no poder , até vender a mãe.  Se estamos passando hoje pela destruição do estado brasileiro a culpa é única e exclusivamente deles, de políticos incompetentes que legislam em causa própria.

A arrumação da nação começa pelos municípios. Um prefeito verdadeiramente compromissado com a cidade e seus cidadãos; secretários municipais técnicos e profissionais, indicados por competência e não apenas por politicagem. Vereadores que discutam como situação e oposição mas com o objetivo de crescimento do município e não priorizando causas partidárias com a política do “quanto pior melhor”. Esquecem que estão ali para fazerem o melhor pelo município e pela população e não pelo partido ou por eles mesmos. Porque algumas cidades do Brasil crescem economicamente e socialmente enquanto outras estão arruinadas?  Competência de gestão.   

Precisamos de uma mudança radical na nossa gestão publica e na política brasileira. A operação Lava Jato está demonstrando que empresa privada, político e financiamento de campanha, juntos, não dá coisa boa. Mas, como citei anteriormente, as mudanças começam pelos municípios e pelo voto. Vamos pensar nisto nas próximas eleições. 
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