24/07/2017 às 08h07min - Atualizada em 24/07/2017 às 08h07min

Os cinco princípios básicos da doutrina espirita

5 - Crença na Pluralidade dos Mundos Habitados

Maurício Teixeira
Olhar o céu, à noite, e ver inúmeras estrelas cintilando no infinito...

Foi isso que inspirou Catulo da Paixão Cearense, a compor a música “Luar do Sertão”, tentado retratar o fascínio que o quadro desperta na grande maioria das pessoas.

E este quadro assim nos fascina desde a mais remota antiguidade, pois os homens das cavernas já olhavam o céu, os navegadores já o buscavam para se orientar nas viagens marítimas e os alquimistas o consultavam para tentar entender alguns “mistérios” de outrora.

Várias teorias foram criadas para tentar explicar o motivo pelo qual aqueles pontos luminosos se encontram lá em cima...
A mais famosa é a que consta da Bíblia, onde Moisés diz que Deus criou as estrelas para nos recrear a visão.

Até a idade média esta explicação manteve-se inalterada, cabendo ressaltar que alguns ramos religiosos de hoje, continuam a pensar também desta forma.

A ciência, porém, provando por “A+B”, deu outras luzes à presença destes pontos luminescentes no céu.

Como podem estar lá para somente nos recrear as vistas, se existem estrelas que estão tão longe, que são invisíveis a olho nu?

Será que o Pai Celestial criou todo o resto deste mesmo universo, para somente colocar vida em nosso planeta, que não é, nem em tamanho, nem em situação, o mais importante do cosmos?

Como entender somente existir vida na Terra se, ao viajarmos pela nossa galáxia, a Via Láctea, de uma ponta a outra, demoraremos quase um milhão de anos? E isso se conseguirmos manter a velocidade da luz, que é de trezentos mil quilômetros por segundo?

Numa palavra: qual a utilidade de ter Deus criado o restante do universo, se houver vida inteligente, ou simplesmente vida, somente aqui, na Terra?
A razão nos adverte que não pode, não deve ser assim!

O próprio Jesus, nosso Mestre e Senhor, disse: “Na casa de meu Pai, há muitas moradas!” (Jo. 14: 1 e 2).
Ora, onde será a casa de Deus, nosso Pai? Não será este universo imensurável?

As muitas moradas, então, somente poderão ser os diversos globos existentes dentro dele, não nos parece lógico?
O leitor poderá dizer que esta proposição é, não somente lógica, mas eminentemente simples e concordamos com isso, pois a simplicidade e a racionalidade são a tônica de toda obra divina!

Aí surgem várias questões:
Como será a vida nos outros planetas?

Haverá nestes outros globos habitados, homens, como nós?
Como será o corpo destes homens?

Serão mais inteligentes que nós ou o contrário?
Serão pacíficos ou belicosos?

Os espíritos superiores, que ditaram a Codificação da Doutrina Espírita, nos esclarecem que:

Todos os globos do universo são habitados e que seus habitantes terão corpos físicos mais ou menos materializados, dependendo do grau de evolução espiritual dos mesmos.

Assim como na Terra, seus corpos físicos serão adaptados ao meio ambiente do planeta o qual habitam.

Exemplificando: Os peixes, para retirarem o oxigênio das águas, têm guelras e os homens, pulmões, que são duas adaptações naturais para que inspirem o mesmo gás e sobrevivam.

Existe uma escala evolutiva para os mundos, assim como para os espíritos e, evidentemente não poderíamos dizê-la absoluta, mas Allan Kardec nos oferece uma visão geral sobre o assunto:
 
  1. Mundos primitivos – são designados às primeiras encarnações da alma humana. A vida, toda material, se limita à luta pela subsistência; o senso moral é quase nulo e, por isso mesmo, as paixões reinam soberanas. A Terra já passou por este estágio.
  2. Mundos de provas e expiações – o mal ainda predomina, juntamente com as paixões. É essa a atual situação evolutiva da nossa Terra, razão pela qual vivemos sofrendo ou ao lado de tanta miséria. O orgulho e a vaidade ainda reinam quase soberanamente.
  3. Mundos de regeneração – são para que as almas que ainda têm o que expiar, haurem forças para continuar na luta evolutiva.
  4. Mundos ditosos ou felizes – o bem sobrepuja o mal e a felicidade começa a despontar.
  5. Mundos celestes ou divinos – são habitados por espíritos depurados, que evoluíram (provas) e se quitaram com seus débitos adquiridos (expiações). Nestes mundos reina exclusivamente o bem.
                Assim vemos a bondade, misericórdia e justiça de Deus, novamente, pois o universo já não é mais, na nossa visão, um grande parque de diversões, feito exclusivamente para o homem.

               Há vida, inteligência, evolução, trabalho.

               Mundos habitados... Escalas de nossa viagem evolutiva rumo à perfeição!

                Façamos, então, queridos leitores, por merecer reencarnar nestes diversos mundos, evoluindo sempre e amando muito mais.
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