01/08/2017 às 07h47min - Atualizada em 01/08/2017 às 07h47min

QUEM SOU EU?

Maurício Teixeira
Quem realmente somos, de onde viemos e para onde vamos?
Se percebermos bem, as três perguntas acima dizem respeito e podem ser sintetizadas em nós mesmos!

A incerteza quanto a nossa natureza, procedência e futuro sempre, desde a mais remota antiguidade, fustigou a mente humana e as pinturas rupestres nos dão notícias disso.

Tão certo como nascemos, um dia haveremos de morrer!
Então a vida se resume nisso?  
 
Por obra do acaso fomos concebidos por nossa mãe, gerado em seu útero e após aproximadamente nove meses nascemos, para receber educação, instrução, orientação e nos tornar homens, trabalhar, optar em casar ou não e outras tantas decisões que temos que tomar durante a vida, mas responsabilizar-nos por nossos atos durante esta e depois de alguns anos, morrer e pronto?

E tudo o que aprendemos? Todas as experiências que vivenciamos? Todo o amor e todo ódio que sentimos e eu despertamos no outro? O túmulo será o fim?

Desesperador, não é mesmo?

Se for assim, melhor seria aproveitar tudo o que a vida tem de “melhor”, realizar todos os sonhos, galgar todos os postos que desejarmos, não refrear nenhum desejo, pois se tudo acaba com a morte...

Infelizmente este pensamento é o que motiva o materialismo e impulsiona as atitudes desesperadas e desenfreadas das pessoas, buscando uma felicidade imediata, conquistada por quaisquer métodos, pouco importando os meios, num afã tresloucado e insano.

E quando não alcançamos essa tão almejada felicidade ou temos que prestar contas á justiça, por nossos atos, outras atitudes tão desesperadas quanto as anteriores, nos levam a outros desatinos e, muitas vezes, ao suicídio.
Outro fato interessante é como fugimos de todo e qualquer contato com a morte!

Não falamos nela e nem sequer buscamos entender o mecanismo dessa fatalidade comum ao homem!

Vejamos bem...
A morte é uma megera ossuda, vestida de preto, com uma foice à mão para ceifar a vida de todos, distribuindo dor e sofrimento por onde passa.

Essa a nossa visão!
Então, numa palavra: estamos perdidos!

Se não sabemos quem somos, de onde viemos e para onde vamos, realmente estamos perdidos.
A Doutrina Espírita, o Consolador prometido por Jesus, nos esclarece estes pontos obscuros sobre nós mesmos.

Espíritos criados por Deus na simplicidade e ignorância das coisas e almejando a perfeição, somos viajores do tempo tendo a eternidade para completar nossa jornada.

Estagiamos em diversos corpos físicos, angariando experiências nas mais diversas situações existenciais.
Estes estágios se dão a cada nova reencarnação, onde aprendemos, paulatinamente, todas as experiências possíveis do homem aprender.

Passamos pelas diversas condições econômicas, raciais, instrutivas, religiosas, sexuais, etc.
Em determinada reencarnação podemos estar no sexo masculino e em outra, feminino; numa rico e noutra, pobre; reencarnar na Alemanha e em outra, no Brasil e assim, na diversidade de experiências, vamos aprendendo a ser humanos.

Todos os aprendizados ficam arquivados em nós mesmos e, na forma de ideias inatas ou nos famosos “de já vú”, podem surgir em determinados momentos.

Isso nos define, então, como sendo herdeiros de nós mesmos e o somatório das nossas experiências pregressas.
Ora, de posse dessas assertivas, as questões propostas estão respondidas:
  1. Quem somos?
Espíritos imortais, criados por Deus.

Simples e ignorantes, tendo como meta a perfeição e contando com a eternidade para realiza-la.
Através das inúmeras reencarnações, e para isso não existe quantidade pré-determinada, adquirimos as experiências que nos facultarão essa evolução.

A cada nova reencarnação, adquirimos novos conhecimentos e experiências aos quais adicionamos os conhecimentos e experiências já adquiridos nas anteriores.

Se, neste caminho, agimos de forma equivocada e contraímos dívidas por atitudes negativas, gerando dor e sofrimento ao meu próximo, a própria vida, com seus mecanismos, utiliza-se das reencarnações para propiciar-nos meios de quitar essas dívidas.

A evolução se dá sempre. O espírito nunca retrograda, como as águas dos rios não retornam à sua nascente.
  1. De onde viemos?
Se olharmos para um passado distante, viemos de Deus, nosso Pai, que nos criou para sermos perfeitos e isso graças ao nosso próprio esforço, não existindo em todo o universo, nenhum outro ser que tenha chegado à perfeição de outra forma e nem mesmo outro criado já perfeito. Todos os espíritos são criados iguais: simples e ignorantes. A sua perfeição depende única e simplesmente deles próprios.

Se nossos olhos visualizarem um passado mais próximo, viemos de nossas anteriores reencarnações, adquirindo mais experiências, colhendo o bem que plantamos anteriormente e nos quitando com as leis da vida, se agimos diferentemente ao que a lei de Deus nos determina.
 
  1.  Para onde vamos?
Novamente, se olharmos para um futuro próximo, iremos para novas reencarnações, onde acumularemos mais conhecimentos e experiências e delas sairemos mais sábios e, juntamente com isso, quitaremos nossas dívidas para com a vida, pois, segundo Jesus, nenhum jota ou til da Lei, deixará de ser cumprido.  
Se olharmos para um futuro mais distante, iremos para os estágios seguintes da evolução, galgando degrau por degrau da escala evolutiva, para, no final dela, atingirmos a perfeição.
 
Espírito imortal!

Agora sei quem sou, de onde venho e para onde vou.
O que fazer e como chegar à minha destinação?
Somente eu posso determinar!
Isso significa que meu futuro, minha felicidade ou infelicidade, estão nas minhas próprias mãos. 
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