08/07/2017 às 17h21min - Atualizada em 08/07/2017 às 17h21min

Gravuras em metal revelam universo poético e imaginativo de Paulo Roberto Lisboa na exposição Estórias Gravadas

Uma das obras de Lisboa na exposição (Reprodução)
O destaque da exposição Estórias Gravadas, do mineiro Paulo Roberto Lisboa, que ocupará a PQNA Galeria do Palácio das Artes, a partir de julho, são 30 estampas originais de gravuras em metal, impressas com exímia técnica e tocante poesia.

As Estórias de Paulo Lisboa grafadas com “E”, acentuam o brasileirismo do artista, já que o termo só existiu em nosso português, nunca no de Portugal. Seu significado remete aos contos, lendas, fábulas, histórias imaginadas, ao reino da criação. Nele se dá o trabalho do artista, que envolve histórias vividas, lembradas, observadas e inventadas, todas elas entrelaçadas em imagens que só reconhece quem já observou que “pelas manhãs, as árvores se evaporam em passarinhos”.



 Natural de Leopoldina, Paulo Roberto Lisboa é um gravador que acumulou, desde o início de seu trabalho, no fim da década de 1970, quando se graduou na Escola Guignard, inúmeros prêmios e exposições nacionais e internacionais. Este ano, representa o Brasil na Trienal de Gravura na França.

Estórias Gravadas é uma rara oportunidade de ver reunidas algumas de suas gravuras mais atuais. Entre elas: O Caso do tenor do meu quintal (2012), Nota de Falecimento de um pássaro (2015), Paisagem entardecida por um pincel (2016). Paulo Lisboa explica que os títulos e as gravuras mantêm sempre uma relação íntima, e conversam durante todo o processo de criação, gravação e impressão, entre os riscos e rabiscos dos projetos e das provas de estado.

A gravura em metal, apesar de ser repleta de pormenores técnicos específicos, que podem ser pensados aproximando-a da Alquimia, como diz o gravador, é instrumento poético contemporâneo. Isso fica claro no trabalho de Paulo Lisboa, que impressiona, não apenas pela técnica pura e apurada, mas também pela alegria de perceber, pelos olhos do Paulo, que nas nossas “mineirices” e “brasileirices” há poesias, as quais prescindem de poemas, e “sonham quando beijam o vento”.


Paulo Lisboa sempre fabricou brinquedos, objetos e ferramentas. Na gravura em metal encontrou espaço para desenvolver essas invenções, para usar alguns dos instrumentos que faz. O gravador, além inventar objetos, desenha e pinta. Mas essas são poesias para uma outra exposição...

“Estou muito feliz com o convite da Fundação Clóvis Salgado e muito grato em poder compartilhar meu trabalho com o público que frequenta esse espaço.” finaliza Paulo Lisboa.

EXPOSIÇÃO ESTÓRIAS GRAVADAS
Local: PQNA Galeria – Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 737 – Centro
Período: 5 de julho a 3 de setembro
Horário: terça-feira a sábado, das 9h30 às 21h; domingos, das 16h às 21h
Entrada gratuita
Informações para o público: (31) 3236 7400
Informações para a imprensa:
Júnia Alvarenga: (31) 3236-7419 l (31) 98408-7084 l [email protected]
Gabriela Rosa: (31) 3236-7378 l (31) 98409-1424 l [email protected]
Vítor Cruz: (31) 3236-7378 l (31) 99317-8845 l [email protected]

 
 
 
 
 
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