13/11/2016 às 09h47min - Atualizada em 13/11/2016 às 09h47min

Nomes “estranhos”

Luciano Baía Meneghite
Quem é mais novo ou mora a pouco tempo em Leopoldina, estranha os nomes de alguns locais da cidade. É compreensível. A “Praça da Bandeira”, não tem bandeira, a “Rua das Palmeiras” não tem palmeiras, a “Praça do Urubu” não tem urubu, a Rua das Flores quase não tem flores, a “Rua da Bomba” não tem bomba e  por aí vai.

Bem, a praça Zequinha Reis  (nome oficial), originalmente, tinha mastros em que se hasteavam bandeiras. Palmeiras havia décadas atrás na rua Emília Levasseur Rocha. Eu nem era nascido, mas meus pais quando crianças moraram por lá.

 A história da Praça do Urubu, já é mais conhecida, mas não custa lembrar.  Antes de existir a atual praça Gama Cerqueira, antiga praça Melo Vianna, criada na década de 40 do século passado, existia por ali um açougue e matadouro em que juntavam muitos urubus. Há também a versão preconceituosa que se refere aos negros frequentadores do Clube dos Cutubas, localizado nas imediações.

 A Rua das Flores, que já foi “Rua do buraco” teria esse nome por ali ter residido uma família, cujas filhas tinham nomes de flores.

E a rua Carlos Rubens de Castro Meireles tinha um poço artesiano com uma bomba d’água.

Há muitos outros nomes que hoje soam sem sentido, mas que tem uma história por trás. Folheando antigos jornais, descobrimos muitas curiosidades. Há também alguns livros muito interessantes que revelam muito sobre esses locais. “Leopoldina do Meu tempo” de Mário de Freitas é um deles. Outro bem elaborado trabalho é “Nossas Ruas, Nossa Gente” de Nilza Cantoni e José Luiz Machado Rodrigues. Vale à pena ler.
 
 
 
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