15/04/2017 às 10h50min - Atualizada em 15/04/2017 às 10h50min

Vacinação contra gripe começa nesta segunda-feira, 17 de abril

Pela primeira vez, a vacina também será oferecida para professores de escola pública e particular, qualquer que seja o nível de ensino.

A vacinação será feita em Leopoldina de 17 de abril a 26 de maio.

A vacinação contra gripe começa nesta segunda-feira, 17 de abril e vai até o dia 26 de maio em todos os postos de saúde do país para maiores de 60 anos, trabalhadores de saúde, crianças entre seis meses e 5 anos, gestantes, mulheres até 45 dias depois do parto, população indígena, funcionários do sistema prisional e presos, além de pessoas com doenças como diabetes e hipertensão.

Pela primeira vez, a vacina também será oferecida para professores de escola pública e particular, qualquer que seja o nível de ensino. A meta é vacinar 90% do público-alvo, um porcentual maior do que anos anteriores. No caso de professores, a vacinação poderá ser feita nas escolas, nos dias 2 e 3 de maio.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla Domingues, alertou para a importância da vacinação, mesmo para aqueles que já foram imunizados em campanhas anteriores. As pessoas acham que tomaram a vacina estão protegidas, o que, segundo Carla, é "um erro".

Em primeiro lugar, a composição da vacina muda anualmente. Ela é preparada com as variações do vírus influenza que mais circularam no inverno anterior. Este ano, por exemplo, o imunizante trará duas cepas que não foram incluídas em 2016. Além disso, a vacina oferece proteção por um ano. "Com o tempo, a proteção vai caindo, tornando a pessoa suscetível novamente a novas infecções", explicou a coordenadora.

Ao anunciar a campanha, Carla observou não ser possível desenvolver a gripe a partir da vacina, um temor ainda presente entre parte da população. A coordenadora lembrou que o imunizante começa a provocar a proteção cerca de 15 dias depois da aplicação. O que pode ocorrer, completou é, que antes da proteção efetiva a pessoa entre em contato com o vírus e desenvolva a doença.

No ano passado, o País assistiu a uma epidemia de influenza. Ao todo, foram contabilizados 12.174 casos de gripe, dos quais 10.625 foram provocadas pelo H1N1. A epidemia provocou 2.220 mortes. Ao contrário do que ocorreu em 2016, a doença este ano parece estar mais branda. "Não assistimos à antecipação de casos, como ano passado", observou Carla. Em 2016, casos já eram registrados em janeiro, algo raro.

Este ano, a vacinação de gripe deverá coincidir com a vacinação contra febre amarela, em Estados que registram epidemia da doença. Carla afirmou que, em regiões onde as duas vacinações estarão em curso, Estados deverão organizar estratégias locais. De acordo com a coordenadora, não há nenhuma contraindicação em tomar as duas vacinas no mesmo período, resguardadas as limitações de cada imunizante.

A vacina contra gripe é contraindicada para pessoas com alergia a ovo de galinha, seus derivados e para aquelas que tenham histórico de reação anafilática ao imunizante. A vacina em casos raros pode provocar dor, vermelhidão e enrijecimento no local da aplicação. Estudos demonstram que a vacina reduz entre 32% e 45% as hospitalizações por pneumonias. O imunizante também reduz entre 39% e 75% a mortalidade por complicações da gripe.

De acordo com Barros, as doses da vacina já estão sendo distribuídas aos Estados, que já contam com 35% dos 60 milhões de doses que deverão ser enviadas. No dia 13 de maio, será feito o Dia D, uma mobilização nacional, quando postos de vários pontos do País estarão abertos para atender àqueles que não conseguiram se imunizar.

Informações úteis

Para controlar a gripe, a prevenção continua sendo o melhor caminho. As recomendações são medidas de higiene como lavar bem as mãos com água e sabão, com frequência; utilizar o antebraço ou o lenço de papel quando for tossir ou espirrar (evitando assim cobrir a boca com as mãos); evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal e manter os ambientes bem ventilados.

Crianças que vão receber a vacina contra a gripe pela primeira vez devem ser imunizadas em duas etapas, com intervalo de 30 dias entre as doses. É importante levar aos postos de saúde o cartão de vacinação e um documento de identificação.

Também serão vacinadas pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais. Neste caso, é preciso levar uma prescrição médica especificando o motivo da indicação da dose.

Pacientes que participam de programas de controle de doenças crônicas no Sistema Único de Saúde devem procurar os postos onde estão cadastrados para receber a dose, sem necessidade da prescrição médica.

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe, o governo ressaltou que é fundamental realizar a imunização no período da campanha para garantir a proteção antes do início do inverno.

A vacina é contraindicada a pessoas com história de reação anafilática em doses anteriores ou àquelas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

A transmissão dos vírus Influenza ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. A doença também pode ser transmitida pelas mãos e por objetos contaminados.

Os sintomas da gripe incluem febre, tosse ou dor na garganta, além de dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. O agravamento pode ser identificado por sintomas como falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Fontes: Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde
 
 

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