19/02/2017 às 10h45min - Atualizada em 19/02/2017 às 10h45min

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura

Secretaria de Serviços Urbanos acaba com lixeira na Getúlio Vargas.

Luiz Otávio Meneghite
Quando o jornalista José Barroso Junqueira criou para o jornal Leopoldinense o lema ‘A consciência crítica da cidade’, mais do que um jogo de palavras, ele traçou um rumo para o periódico, que ao lado do advogado, escritor e compositor José do Carmo Machado Rodrigues, ajudou-nos a fundar. O lema ficou registrado no contrato social firmado em 23 de agosto de 2003 no qual, generosamente, os dois abriram mão de figurar como sócios. De lá para cá procuramos sempre fazer por merecer o slogan. Que o digam os mais de uma dezena de processos judiciais dos quais foi alvo o jornal, a maioria deles movidos por autoridades criticadas por suas ações erradas em nossas páginas. Diga-se de passagem, que o jornal até hoje não foi condenado em nenhuma delas, restando apenas uma em tramitação no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
 
Deixamos aqui registrado que em nenhum momento agimos com má fé, para denegrir a imagem de quaisquer dos personagens aos quais foram dirigidas as críticas aqui publicadas. Ao contrário, o objetivo sempre foi o de mostrar o erro e, em algumas ocasiões, apontar soluções quase todas sugeridas pela sabedoria popular.
 
Um exemplo mais recente das críticas publicadas pelo jornal Leopoldinense relata o erro da insistência na colocação em pontos estratégicos da cidade, de latões para servirem de depósitos de lixo domiciliar. Os casos mais gritantes mostrados em nossas páginas foram os da Praça João XXIII e os da Avenida Getúlio Vargas.
 
Para nossa alegria, enquanto portadores que somos das reivindicações da população leopoldinense, recebemos na manhã deste domingo, 19 de fevereiro, um release enviado pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Leopoldina, com o estimulante título ‘Secretaria de Serviços Urbanos acaba com lixeira na Getúlio Vargas’ e no subtítulo: Tambores também foram retirados da rotatória entre a Rua Padre Júlio e a Praça Félix Martins, onde estava sendo formada uma lixeira. O conteúdo nos remeteu ao dito popular: ‘Água mole em pedra dura tanto bate até que fura’. Para continuar a merecer o título de 'A Consciência crítica da cidade', abrimos espaço para fazer justiça e elogiar a ação das autoridades responsáveis pelo setor, desejando que cheguem aos bairros onde a cena se repete cotidianamente. Também a população saberá reconhecer que a obrigação está sendo cumprida e vai aplaudir, com certeza.
Homens, vassouras e detergente( foto Marcos Vinícius Imprensa Leopoldina)
 
O que diz o release
 
Uma equipe da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, coordenada pelo Sr. Luiz Alves, concluiu na sexta-feira, 17 de fevereiro, a limpeza em um trecho da Avenida Getúlio Vargas, localizado entre a ponte e o ponto de ônibus. Inadequadamente utilizado para colocar lixo até a passagem do caminhão de coleta de resíduos, a lixeira e os tambores de lixo foram retirados e o local lavado com detergente e desinfetante. O Secretário Municipal de Serviços Urbanos, José Geraldo Cevidanes, esclareceu que também foi executada uma limpeza no córrego Feijão Cru, com a capina realizada desde a ponte do Ceceu, no Bairro Mina de Ouro, até a ponte da Getúlio Vargas. "Limpamos tudo. Colocamos uma placa proibindo jogar lixo no local e a fiscalização será feita pelas equipes da Prefeitura juntamente com a Polícia Militar Ambiental, sob pena de multa para os infratores. Estamos atentos para eventuais denúncias, que podem ser feitas por qualquer cidadão", afirmou Geraldo. Segundo as placas que estão sendo colocadas nos pontos de onde estão sendo retirados os latões,  as denúncias podem ser feitas na Secretaria Municipal do Meio Ambiente pelo telefone (32) 3449-6282 e na Polícia Militar do Meio Ambiente pelo telefone (32) 3424-0011.
Tambores retirados, chão limpo e placa - Foto: Marcos Vinícius Imprensa Leopoldina)
 
Para refrescar a memória

“Lixeira na ponte da avenida só pode ser teimosia”, diz leitora

A leitora identificada pelas iniciais M.J.C.A. enviou mensagem via facebook à redação do jornal Leopoldinense manifestando toda a sua indignação com o que ela chamou de ‘teimosia’ da fiscalização municipal responsável pela limpeza pública da cidade de Leopoldina.


“O que passo a relatar para vocês do jornal tem acontecido em vários pontos da cidade onde existem tambores de latão utilizados como depósitos de lixo. Esses latões são colocados pela própria prefeitura e não suportam todo o lixo neles colocado durante o intervalo entre as coletas. O exemplo mais afrontoso é o da ponte da avenida Getúlio Vargas, onde três latões recebem lixo de algumas residências de um condomínio existente nas imediações e de bares e lanchonetes dali de perto, além de oficinas e outros pontos comerciais da vizinhança. Os latões são revirados por catadores de recicláveis e boa parte do lixo cai no chão e abaixo da ponte revelando a origem do descarte. Trata-se de copos descartáveis, embalagens de lanches e até mesmo restos de comida. O resultado é a  transformação do local em criadouro de Aedes Aegypti que colocam em risco a saúde das pessoas. Vocês mesmo do jornal publicaram recentemente uma matéria dizendo que Leopoldina estaria em alerta de risco contra a dengue, zika e chikungunha. Como não percebo nenhuma atitude prática das autoridades (in)competentes ouso sugerir que o poder público retire daquele local os famigerados latões e obrigue cada comerciante daquela área a ter sua própria lixeira, cada uma na sua porta. Acredito que assim, aquela imagem vai ter um fim. Só pode ser teimosia de todos os envolvidos, tanto de quem pratica a infração quanto de quem tem que fiscalizar e não age”, encerra a indignada leitora que se identificou junto à redação mas pediu que seu nome não fosse revelado pelo fato de morar ali perto e conviver com alguns dos infratores. Todavia, ela autorizou a utilização de suas iniciais. As fotos foram feitas pela equipe do jornal a pedido da leitora.

Urubus brigam em ‘banquete' nos latões de lixo da avenida Getulio Vargas. (Foto: João Gabriel B. Meneghite)

Praça João XXIII

O lixo  derramado na João XXIII por si só denuncia a sua origem (Foto: João Gabriel B. Meneghite)
Quem passa diariamente na Praça João XXIII observa a grande quantidade de lixo derramado no chão, se decepcionando com o aspecto de sujeira e desleixo. “Isto é uma vergonha”, comentou uma mulher revoltada com a situação. Outras pessoas apenas observavam, acenando para o local e com olhares de desaprovação. Em diversas ocasiões, o jornal Leopoldinense noticiou o problema, que continua sem solução. Os donos de alguns estabelecimentos comerciais não respeitam o horário da coleta de lixo. Dois latões de lixos concentram resíduos de todo o comércio daquela região. O que se vê em grande quantidade são restos de comida, embalagens, copos plásticos e garrafas pet, cartela de ovos, bagaços de laranja, sugerindo que os detritos são oriundos dos bares e lanchonetes instalados nas imediações, com exceções, é claro, entre outros lixos comerciais. Até mesmo óleo de cozinha usado é despejado, deixando o local com uma crosta escura que exala um cheiro insuportável, revelando a falta de limpeza do local e um péssimo cartão postal da cidade que deve receber um grande público daqui a alguns dias para o carnaval. Os lixeiros, além da dura missão que têm, ainda são submetidos a uma tarefa no recolhimento dos resíduos espalhados, atrasando o cumprimento do itinerário da coleta do lixo urbano.
 
As críticas, sugestões e elogios podem ser enviados ao jornal pelos e-mail’s: gln@leopoldinense.com.bradm@leopoldinense.com.br e luc@leopoldinense.com.br
A identidade das pessoas só serão reveladas com a devida autorização.
 
Créditos de fotos: Marcos Vinícius Costa e João Gabriel Baia Meneghite
 
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