31/01/2020 às 20h19min - Atualizada em 31/01/2020 às 20h19min

As últimas do Carnaval em Leopoldina

Por Luciano Baía Meneghite

Tem retorno


Estudo realizado em 2018 pela Fundação Getúlio Vargas revelou que cada um R$1,00 investido em arte e cultura gerava R$13,00 na economia. O carnaval responde por grande parte dessa renda. Só a miopia e o preconceito de alguns impedem uma melhor organização e crescimento da festa em cidades como Leopoldina. Tal responsabilidade não deve ser só do poder público ou só dos carnavalescos, mas de todos, passando pelo comércio também.

Chuvas

É perfeitamente compreensível que os municípios mais atingidos pelas últimas chuvas não realizem o carnaval. Não deve haver sequer ânimo para isso, mas acho que municípios que tiveram a sorte de não sofrer tanto, como é o caso de Leopoldina em que já foi anunciado o carnaval e realizado contratos de shows e gastos pelos blocos, aproveite e realize nos dois locais de maior concentração de público, a Praça João XXIII/General Osório e a Praça do Urubu uma campanha de arrecadação de donativos aos atingidos pelas chuvas.


Pó de Giz

Segundo o professor Fernando Miranda Vargas(Diretor do Ginásio), o bloco Pó de Giz, formado por professores e simpatizantes, volta esse ano com um pré-carnavalesco no sábado, 15/02 na Praça João XXIII. Fernando e sua esposa, a também professora Norma são dois dos mais animados foliões de Leopoldina participando de diversos blocos. A advogada Andréa Rayol, dona de uma bela voz, estará cantando o samba de cima do trio elétrico. Segundo ela, as camisas já estão à venda ao preço de R$23,00. Encomendas de camisas com Sônia Monteiro (9.9984.2228) e também na Loja Clean na Cotegipe com Elaine ou Lucimar. Somente mediante pagamento.

O Bloco Breja Eu & Bunecão

Criado em 2012 o Bloco O Bloco Breja Eu & Bunecão anima a tarde de sábado na rua São Pedro  na Mina de Ouro e promete voltar este ano.

Rei e Rainha

E após nossa sugestão de volta de escolha de rei e rainha do carnaval, a leitora Lucília Paixão sugeriu que fosse feita uma homenagem em forma de coroação a dois dos carnavalescos mais antigos de Leopoldina,
sua mãe, Ilka Paixão e ao ex-oficial de justiça José Nogueira, o popular “Zé Bandido”. Vamos homenageá-los. Eles são Hors concours.

De dia

 “A cidade fica morta.” Essa é a expressão de muitos ao se referir a Leopoldina no período diurno nos dias de carnaval. Realmente, nas últimas décadas, salvo movimentos como do Bloco dos Descamisados na segunda ou o Cooper Beer no domingo, no geral a cidade fica deserta. Há outros movimentos restritos à uma rua ou clube, mas nada que movimente mesmo a cidade. Fala-se na possibilidade de matinês na Praça do Urubu.  Pode-se pensar em muitas outras atrações. Não falta talento em Leopoldina. Falta apoio.

Ensaio do Fajardo & Cia

As noites da Praça do Rosário vão ficar mais animadas a partir de 01 de fevereiro com o início dos ensaios do  Fajardo & Cia. O bloco anunciou os próximos ensaios para os dias 08, 12,18 e 21 de fevereiro.
 
Santo da casa não faz milagre, mas faz samba

“Minas dá Samba” foi o título de um artigo que escrevi em um encarte carnavalesco em 2012 sobre compositores e intérpretes mineiros ligados ao samba, em que citava nomes já muitos conhecidos como Ary Barroso, Ataulfo Alves, Alcyr Pires Vermelho, Mauro Duarte, Armando Fernandes “Mamão”, Geraldo Pereira, Synval Silva, Joulbert de Carvalho, João Bosco, Hervê Cordovil, Wando, Toninho Geraes, Dudu Nicácio, Noite Ilustrada, Clara Nunes, Lúcio Alves, Maria Alcina, e o leopoldinense Noca da Portela.

Com destaque local tivemos e temos outros compositores de samba, como Jair Guerra, Montenário, Luizinho, Carlinhos Ribeiro, Miguel Valentim, Zezé minha mãe, Juscélia, Amaury, entre outros ainda na ativa.  Isso pra ficar só nos compositores. Fora os muitos intérpretes, instrumentistas, maestros/arranjadores, produtores. Por que estou lembrando isso?  É que sempre vejo com incômodo quando buscam fora o que Leopoldina já tem. Alguns em nível que não ficam nada a dever em questão de talento. Nada contra se trazer bons artistas de fora, mas valorizando também os daqui.

O músico Albino Montes, hoje aos 90 anos e infelizmente com a memória indo embora, foi responsável por registrar em livros e em crônicas no jornal Leopoldinense grande parte da memória musical da cidade, principalmente entre as décadas de 1930 e 70.

Atualmente Leo Nogueira apresenta na Rádio Equipe o programa “Bandas Daqui” em que entrevista artistas de diferentes gêneros que fazem a música em Leopoldina e região. Um importante registro para a história.

Este ano houve a iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura de também contratar alguns músicos locais para animar o carnaval como consta da programação divulgada  

Memória do carnaval Leopoldinense

 1987 – Batucada do Bloco dos Descamisados em seu 22° ano, em frente ao seu local de fundação, a barbearia do Fizinho na rua Barão de Cotegipe. Entre os presentes: Rubens Arantes "Uba", Maurício Pratinha, Beto Barbosa, Jaci Toledo, Cazé Fajardo,José Geraldo Furtado, Perácio Nogueira, Fernando Carioca, Maguinho Barbosa.
 
(Fotografia gentilmente cedida por Lucília Paixão)

Lembrando desfile do Bloco da Baiana do distrito de Tebas em 2016



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