01/01/2022 às 12h51min - Atualizada em 01/01/2022 às 12h51min

Índice pluviométrico de Leopoldina atingiu 1.498,30 mm em 2021

Os números foram apurados de janeiro a dezembro pela Chácara do Desengano S/A, que possui um pluviômetro instalado em sua sede.

Luiz Otávio Meneghite
Nuvens carregadas prenunciando chuva em Leopoldina (Foto de Luciano Baia Meneghite)
A Chácara do Desengano S/A, localizada na Rua Dr. Custódio Junqueira, no centro de Leopoldina, mantém em sua sede um pluviômetro, aparelho de meteorologia usado para recolher e medir, em milímetros lineares, a quantidade de chuva precipitada durante um determinado tempo.

A pedido do Jornal Leopoldinense a empresa divulgou o índice pluviométrico registrado de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2021 quando choveu 1.498,30mm em 88 dias sendo 7 dias em janeiro num total de 180,80 mm, 12 dias em fevereiro com 285,70 mm, 7 dias em março alcançando 115,50 mm, 6 dias em abril com 7,27 mm, 2 dias em maio com 3,00 mm, 3 dias em junho com apenas 2,00 mm. No mês de julho não choveu em nenhum dia com o pluviômetro voltando a registrar chuva por 3 dias em agosto com 22,00 mm, setembro com 4,00 mm em apenas 1 dia. A chuva  se intensificou em outubro com 19 dias e o registro da queda de 266,50 mm, 11 dias em novembro com 236,20 mm  e 17 dias em dezembro com o registro de 332 mm. A média diária foi de 17,03 mm e mensal de 124,86 mm.

O diretor da Chácara do Desengano, Paulo Cruz Martins Junqueira, disse ao Jornal Leopoldinense que: “Apesar da seca de mais de seis meses, tivemos um volume total de chuvas considerado bom, principalmente pelo crescimento no mês de dezembro. O que temos visto, cada vez mais, é a radicalização do clima, ou seja, maior tempo de estiagem durante o ano e maior volume de chuvas concentradas nos meses de novembro a fevereiro. Isso não me parece muito bom e, também, favorece que as precipitações sejam mais fortes, com mais intensidade, trazendo junto ventos fortes e aumento da incidência de raios. Para este 2022, precisamos colocar as barbas de molho, pois há uma certa imprevisibilidade. Para o primeiro trimestre está previsto chuvas regulares com pequenos períodos sem chuvas (veranicos). No entanto, quando vemos os movimentos das correntes do Pacífico, que são determinantes para nosso clima, há uma incerteza grande em relação aos acontecimentos de março para a frente, por enquanto, sinalizando com início precoce de seca na nossa região. Até o mês de fevereiro teremos maior visibilidade no que poderá acontecer até o meio do ano. A única coisa que podemos afirmar é que não será um ano fácil para a produção agrícola, dada esta irregularidade. No mais, que Deus nos abençoe e traga prosperidade ao campo, pois na prosperidade do campo está a raiz de uma sociedade com alimentos e mais saudável, física e economicamente”, finalizou.

É bom lembrar que o pluviômetro está instalado apenas em um local e que o município de Leopoldina tem uma área total de 943,7 km², sendo considerado um dos maiores territórios de Minas Gerais e, por isso, há situações em que em determinadas áreas chove mais do que em outras.

Fonte> Chácara do Desengano S/A

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