16/01/2016 às 13h34min - Atualizada em 16/01/2016 às 13h34min

Chuvas pioram condições de acesso ao bairro Fortaleza

Moradores responsabilizam o DNIT por obra mal feita

João Gabriel B. Meneghite
A Rua Heleno Tavares Resende, localizada no bairro Fortaleza, está com um lamaçal que está prejudicando o acesso dos moradores daquela localidade. Além disso, o barro proveniente da estrada de chão, que agarra nos pneus dos veículos que ali transitam, está deixando o asfalto com vestígios que podem prejudicar as condições da via.

Segundo o morador José Antônio Moura, o DNIT fez uma pequena intervenção no local colocando uma camada de asfalto na entrada da rua, mas que tal camada foi muito fina e colocaram terra vermelha ao redor, o que tem  transformado o local em lamaçal após as chuvas como mostram a fotografias registradas na manhã deste sábado (16/01).


 
Para refrescar a memória

No ano passado, o Jornal Leopoldinense Online publicou uma matéria intitulada: ‘Leitor contesta engenheiro do DNIT e dá sugestões para problemas no Fortaleza’.

Para refrescar a memória, vamos ao texto publicado naquela ocasião: O leitor e assinante do jornal Leopoldinense, José Antonio Moura, residente na rua Heleno Tavares Resende, no bairro Fortaleza, envia correspondência à redação onde contesta o posicionamento do engenheiro do DNIT sobre a instalação de redutores de velocidade ou lombadas físicas na BR 116. Na correspondência que você vai ler abaixo, ele indaga: “Será preciso que mais pessoas percam suas vidas no local, para então se tomar as medidas urgentes que se fazem absolutamente necessárias?”

Veja o que diz a carta do leitor:

Meu caro LOM (Luiz Otávio Meneghite) 

Lendo a excelente matéria publicada no nosso GLN, sobre o assunto daquele “trecho da morte”, situado na Rodovia BR-116 que interliga os bairros Três Cruzes e Fortaleza, tenho a acrescentar o seguinte:

1º) Sou morador do bairro Fortaleza desde 2001, com residência à Rua Heleno Tavares Resende, onde ali tem um trecho de terra batida, com cerca de 160m, que vai do início desta Rua, delimitado pela margem da Rodovia BR-116 até o portão de acesso à Fábrica de Charretes, onde ali é necessário a execução de serviço de pavimentação, que fora antes solicitado e aprovado sua execução em dezembro/2011, pela administração Municipal da época, e até o momento ainda não  executado! Ora, tal serviço se torna absolutamente necessário devido o local apresentar muitos problemas, principalmente no período chuvoso, causando transtorno aos seus usuários pelo excesso de lama e barro existentes, além de já ter ali provocado diversas derrapagens nos veículos que entram na Rodovia, pondo em risco a vida de todos que por ali trafegam. Além disso, neste trecho ainda trafegam não somente os proprietários de imóveis da Rua, mas também aqueles que possuem propriedades na Comunidade existente nos fundos do Bairro. A responsabilidade na execução deste serviço é tanto da Prefeitura local, quanto do DNIT, uma vez que existe no Código de Obras deste órgão uma cláusula que determina a pavimentação de uma faixa próxima às margens das rodovias.

2º)  Quanto à reportagem em si sobre este “trecho da morte”, afirmo que é inteiramente absurda, covarde e desumana a declaração do engenheiro do DNIT, ao dizer que “tal trecho não apresenta os requisitos técnicos que justifiquem a implantação no local de redutores de velocidade ou lombada física”. E, diante desta decisão desprezível e infame, indago: “Será preciso que mais pessoas percam suas vidas no local, para então se tomar as medidas urgentes que se fazem absolutamente necessárias?” Queria ainda acrescentar que ao redor deste trecho moram centenas de famílias, ou seja, muita gente que ali trabalham, estudam, enfim vivendo, e, portanto, esta parte da BR-116, que corta os bairros Três Cruzes e Fortaleza não mais deveria ser de responsabilidade apenas do DNIT, mas sim também da Prefeitura Municipal, pois esta já é a responsável pela manutenção das vias públicas adjacentes à esta Rodovia, e portanto posso afirmar sem dúvida alguma que a Cidade abraçou todo este trecho,  que agora deveria ser tratado como uma avenida ou até mesmo uma rua.E, finalmente, concordo plenamente com o registro na Seção Opinião, feito leitor Sr. Josué Oliveira, no último GLN: “Vamos fechar a BR-116 neste trecho e chamar os meios de imprensa (rádio, jornal e TV) para registrarem e divulgarem”.

Atenciosamente,
José Antonio Moura

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