01/07/2016 às 16h39min - Atualizada em 01/07/2016 às 16h39min

Obra de Paulo Roberto Lisboa é vendida para coleção particular na Alemanha

O trabalho foi exposto na 9ª Triennale Mondiale de l'Estampe Originale Chamallère, realizada numa região próxima a Paris chamada Auvergne, onde foi premiado.

Edição: Luiz Otávio Meneghite
O artista leopoldinense Paulo Roberto Lisboa
A gravura ‘Quando a sombra é quem fabrica a luz’, de autoria do artista leopoldinense Paulo Roberto Lisboa, premiada em salão na França, acaba de ser  adquirida pelo colecionador alemão Herrn Hadj Abo Patrice aus Breddin quando a mostra chegou ao Museu do Castelo - Distrito Old Bishop,   na Alemanha, tendo a Frau Kerstin Lisiack, responsável pelo museu, como intermediária da venda da obra para o colecionador.

O trabalho de Lisboa foi exposto na 9ª Triennale Mondiale de l'Estampe Originale Chamallère, realizada numa região próxima a Paris chamada Auvergne, onde foi premiado com uma menção especial do júri. Terminado o período de exposição nessa região, onde aconteceram vários eventos paralelos, a mostra continua, mas agora itinerante, passando por vários países da Europa estando atualmente na Alemanha, onde foi realizada a venda.
 
Segundo Paulo Roberto Lisboa, a 9ª Triennale Mondiale de l'Estampe Originale Chamallère, foi uma homenagem a Daumier, grande pintor e litógrafo francês do século XIX.


 
Artista já tem obras em vários acervos
 
O artista Paulo Roberto Lisboa já tem obras em outros acervos: Membro da International Association of Visual Artist and Art Historians - Sérvia - OBRAS EM ACERVO: Galeria Bielska BWA - POLONIA / The Cultural Centre and Library in Vonyarcvashegy - HUNGRIA/ Collection d'art de la municipalité de Gourin- FRANCE/ Muzeul Judetean de Artã Prahova ,, Íon Ionescu Quintus" - ROMÊNIA./ Nesterov Art Museum - RUSSIA/ Art Collection of Biblioteca Alexandrina - Alexandria - EGITO./ Penang State Museum and Art Gallery - Penang - MALASIA/ Gualan Print Original Industry Base - Museum - CHINA./ Artists Association of Lathi - FINLANDIA/ Tama Art-University Museum - Tokyo - JAPÃO./ Gilkey Center for Graphic Arts - Portland Art Museum - Portland - Oregon USA./ Centro Cultural Candido Mendes - Galeria de Arte - Ipanema - Rio de Janeiro - BRASIL./ Pinacoteca da Universidade Federal de Viçosa - Viçosa MG - BRASIL./ Fundação Clovis Salgado - Palácio das Artes -Belo Horizonte MG BRASIL./ Museu da Gravura Cidade de Curitiba - Solar do Barão - Curitiba PR - BRASIL./ Museu Olho Latino - Estância de Atibaia- São Paulo/ BDMG Cultural - Galeria de Arte - Belo Horizonte MG - BRASIL.
 
Lisboa considera seus trabalhos como crônicas
 
Em contato com o jornal Leopoldinense, Paulo Roberto Lisboa assim se manifestou: “Todos esses eventos são reconhecimentos de quem faz um trabalho sério com uma poética contemporânea. Considero meus trabalhos como crônicas (palavra derivada do grego Chronos - tempo). Como nos periódicos modernos, a crônica cita situações do momento ou de outra época e eu também as faço, só que no lugar das letras são as linhas que poetizam as formas. Não proponho apenas peças para decoração ou para observações estáticas, mas proponho situações onde o observador seja também um cronista, seja um co autor ou faça a sua própria crônica. Fazer arte não é apenas um maneirismo ou lampejos de habilidades, fazer arte é fazer poesias visuais, seja ela como for: instalação, objeto, performance, pintura é preciso ter algo mais do que um simples domínio técnico. Poesia pode-se fazer com métricas, a técnica está ai, mas a métricas não tem alma e a poesia precisa ter essa alma. Essa alma que faz o ser humano pensar, chorar, sorrir, andar, ter vontades, ter olfato, sabor, reconhecer seus erros, reconhecer o mundo em que vive, participar desse mundo de modo menos egoísta, etc. Existem profissionais liberais, que são apenas profissionais, poderiam embriagar-se  sempre de um porre de uma boa arte, essa não prejudica os neurônios pelo contrário os fortalece para uma comunidade sem preconceitos, bairrismos, e outras atuações que desacreditam uma verdadeira sociedade. 
 
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona de um bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu

Chupavam manchas torturadas, que sufoco...
 
Lindo! Poesia de João Bosco gravada por Elis Regina, que também não deixa de ser uma crônica. Texto que me transfere a várias obras, principalmente de Oswald Goeldi, que conheci sua obra quando cursava a segunda serie ginasial por intermédio de minha ex professora e hoje amiga Glória Barroso, que foi aluna deste grande mestre da gravura brasileira. Obrigado Glória, foram momentos que me encheram a cabeça de viagens,  que só me impulsionaram para o bem, e para a dedicação e amor ao que faço hoje”, registrou.
 

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