16/08/2016 às 09h53min - Atualizada em 16/08/2016 às 09h53min

Áreas queimadas por incêndios em Minas aumentam 30,39%

Leopoldina assistiu a mais uma queimada no Morro do Cruzeiro na noite desta segunda-feira,15/08. Chuva evitou a propagação do incêndio. (Foto: Luciano Baía Meneghite)
 O número de áreas queimadas por incêndios florestais em Minas Gerais aumentou 30,39% de janeiro a julho deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. No mesmo período do ano passado foram destruídos pelas chamas 998,48 hectares, neste ano a área aumentou para 1.301,87 hectares. Em relação aos incêndios no Estado, houve uma diminuição de 11,65%, apesar das áreas alcançadas pelas chamas ser maior. Em 2015 foram registrados 103 focos de queimadas em florestas mineiras, contra 91 ocorrências em 2016.
 
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o aumento de áreas queimadas é resultado do tempo seco, que, combinado aos fortes ventos e vegetação seca, deixa as áreas propícias para incêndios. Por isso, a corporação alerta para a consciência e não atear fogo em lote vagas bem como em lixo que pode se alastrar e provocar danos irreversíveis ao meio ambiente como o que ocorreu em novembro do ano passado no conjunto do Morro Dois Irmãos, próximo ao Parque Estadual da Lapa Grande, quando foram queimados três mil hectares, em torno de 40% da área de preservação ambiental. Este foi o maior incêndio registrado no Norte de Minas.

De acordo com o diretor de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais e Eventos Críticos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Rodrigo Bueno Belo afirma que os incêndios em praticamente todas as unidades de conservação são de origem criminosa. “Por menor que seja a unidade, há um perímetro grande para controlar. São feitas rondas em períodos e pontos mais críticos, conversamos, fazemos trabalho preventivo com moradores, mas se a pessoa tem intenção de atear fogo é muito difícil identificá-la”, revela.


Todos os anos incêndios criminosos são vistos em Leopoldina. (Foto:Luciano Baía Meneghite)


Fonte: Gazeta Norte Mineira

 

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