01/01/2017 às 00h40min - Atualizada em 01/01/2017 às 00h40min

Leopoldina comemora chegada do Ano Novo

Catedral de São Sebastião vista do bairro Joaquim Furtado Pinto - Cohab Nova. (Foto: João Gabriel B. Meneghite)
Distante anos luz das comemorações do réveillon do Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e centenas de cidades espalhadas pelo mundo todo, a chegada do Ano Novo foi festejada em Leopoldina com uma semelhança igual em todas as partes: a alegria. Os fogos de artifício começaram a ser ouvidos já na manhã de sábado, 31/12 e espaçadamente durante todo o dia.

À medida em que a noite chegava, eles foram se intensificando e à meia noite chegou ao seu ponto alto, como acontece em todos os lugares, na hora em que o relógio assinalou o primeiro segundo do Ano Novo. Aqui também, as pessoas se abraçam e se cumprimentam com um simples aperto de mão com os votos de Feliz Ano Novo!

O repórter João Gabriel Baia Meneghite, registrou para o jornal Leopoldinense o exato momento da chegada de 2017.

Um pouco da história sobre o réveillon

Você sabia que o ano-novo se consolidou na maioria dos países há 500 anos? Desde os calendários babilônicos (2.800 a.C.) até o calendário gregoriano, o réveillon mudou muitas vezes de data.

A primeira comemoração, chamada de “Festival de ano-novo” ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a. C. Na Babilônia, a festa começava na ocasião da lua nova indicando o equinócio da primavera, ou seja, um dos momentos em que o Sol se aproxima da linha do Equador onde os dias e noites tem a mesma duração. No calendário atual, isto ocorre em meados de março (mais precisamente em 19 de março, data que os espiritualistas comemoram o ano-novo esotérico).

Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano-novo no mês de setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de dezembro.

Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia no calendário para a comemoração desta grande festa (753 a.C. - 476 d.C.). O ano começava em 1º de março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de janeiro e mantido no calendário juliano, adotado em 46 a.C. Em 1582 a Igreja consolidou a comemoração, quando adotou o calendário gregoriano.

Alguns povos e países comemoram em datas diferentes. Ainda hoje, na China, a festa da passagem do ano começa em fins de janeiro ou princípio de fevereiro. Durante os festejos, os chineses realizam desfiles e shows pirotécnicos. No Japão, o ano-novo é comemorado do dia 1º de janeiro ao dia 3 de janeiro.

A comunidade judaica tem um calendário próprio e sua festa de ano-novo ou Rosh Hashaná, - “A festa das trombetas” -, dura dois dias do mês Tishrê, que ocorre em meados de setembro ao início de outubro do calendário gregoriano. Para os islâmicos, o ano-novo é celebrado em meados de maio, marcando um novo início. A contagem corresponde ao aniversário da Hégira (em árabe, emigração), cujo Ano Zero corresponde ao nosso ano de 622, pois nesta ocasião, o profeta Maomé, deixou a cidade de Meca estabelecendo-se em Medina.

Boas Festas e um Feliz 2017.

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