02/06/2019 às 09h22min - Atualizada em 02/06/2019 às 09h22min

Waguinho Nogueira

Luciano Baía Meneghite
O conheci como o baixinho simpático que passava aos fins de semana na porta de minha casa recolhendo donativos para a Campanha do Quilo do Movimento Espírita.  Sempre parava pra contar algum caso ou perguntar pelo “Bigode”, como chama meu pai até hoje, apesar deste não mais usar bigode há alguns anos.  Na verdade já o conhecia de vista, ou melhor, de ouvido nas apresentações da Lira Primeiro de Maio. Nos últimos anos, registrando para o jornal Leopoldinense  algumas dessas apresentações, ou mesmo o encontrando pela rua, passei ouvir algumas dessas histórias e estórias.  Como eu prefiro ouvir a falar, percebi serem muitas.

Wagner Nogueira, o “Waguinho” nasceu na vizinha Santana de Cataguases em 23 de setembro de 1936, filho de Francisco José Nogueira “Chiquinho Bombeiro” e Anatália de Oliveira Nogueira.  Músico desde os nove anos de idade, Waguinho  passou a infância e juventude entre Santana, Laranjal, Muriaé e Rio de Janeiro.  Veio para Leopoldina em 1959. Aqui foi funcionário do antigo Banco Ribeiro Junqueira, depois Nacional, participou da segunda formação da Leopoldina Orquestra, do grupo musical Sachas, entre outros. Nos anos 60 foi locutor na Rádio Sirena e foi na Rádio Sociedade Leopoldina ZYK-5, em seu dominical “Hora do Rock” que Sergio Lima Freire passou a ser conhecido como “Serginho do Rock”, grande compositor leopoldinense.  Waguinho Chegou a ser diretor da emissora no final da década seguinte.Participou também da fundação da Rádio Cidade Leopoldina 104,3 FM.

Casado com Irene, com a qual teve os filhos Alexandre Mescolin,também radialista e Kátia Mescolin, funcionária pública e que também atuou como locutora.  Ao lado do irmão Eraldo, talentoso percussionista, ainda pode ser visto se apresentando esporadicamente na Lira Primeiro de Maio, fundada em 1975 pelo pai de ambos, o maestro Chiquinho Nogueira.

Leopoldina que homenageia tantas figuras no mínimo controversas, algumas que sequer devem saber onde fica a cidade, deveria homenagear Wagner Nogueira. Não posso falar por ele, mas acho melhor que medalhas ou títulos, seria que a cidade não deixasse a Lira Primeiro de Maio morrer. Hoje uma das maiores tristezas de Waguinho e demais músicos é ver a Banda praticamente à míngua, sem ensaios, sem formação de novos músicos por absoluta falta de condições financeiras.
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