Rua Barão de Cotegipe vista na primeira metade do século XX (Fotografia gentilmente cedida por Rodrigo Gesualdo )
Transcrição do artigo jornalístico de autoria de Joaquim Custódio Guimarães, publicado no jornal Ilustração em edição não identificada, titulado RECORDAÇÕES DE UMA RUA CHAMADA COTEGIPE..., cujo início textual é “Conhecemos o valor da felicidade quando a temos, e o valor de um amigo, quando o perdemos. Dr. Jacyr Fonseca, Átila Machado e Gil Gama descendo a rua todas as noites, em trajes completos e com maior austeridade... O Comissário Pinheiro (o Sr. Lindolfo Pinheiro ou ainda o Lolote para os íntimos) distribuindo na varanda da sua residência as encomendas trazidas do Rio, tendo cada uma compra uma pequena história... O Prefeito Carlos Luz, em direção à Prefeitura, sempre a pé, de bengala e em companhia de colaboradores e amigos... Os estudantes correndo desabaladamente para o Ginásio, depois das partidas de futebol no campo do “Ribeiro Junqueira”... O Dr. Guimarães e parentes assentados confortavelmente em cadeiras colocados no passeio de sua residência... O carteiro Nelson Lima e Manoel Fernandes entregado a correspondência sempre com a maior simpatia e boa vontade... Lourenço Reis, carregador de malas, que todos os anos passava o carnaval no Rio acompanhado de toda a família... A residência das irmãs Fernandes transformada em pensão de estudantes, sempre com belas jovens às janelas... José Ribeiro dos Reis, inesquecível e incomparável Prefeito... A Casa de Ferragens de Antônio Teixeira de Moura Guimarães, a “única casa de ferragens do mundo que vendia também suspiros”... A redação da “Gazeta de Leopoldina” sempre movimentada em festa quando recebia a visita de seu fundador, Senador Ribeiro Junqueira... Pedro Arantes, alegre e trabalhador, não dispensando nunca as caçadas nos fins de semana juntamente com Floriano Portilho, Odilon Xavier e outros amigos... Dr. Jorge Romero e sua esposa d. Ruth... João Xavier Lopes... Constâncio Thomaz de Oliveira... Major Lauro Guimarães... O Bazar Leopoldinense, com as figuras inesquecíveis de Issac Berari e d. Tecla, Felipe, Elias, Rage Berbari, Vanor Fajardo e Altair Samor... A casa da família José Maria Alonso, tão acolhedora e amiga... O Prefeito Francisco Andrade Bastos, sempre atento aos problemas da cidade... O Cine Teatro Alencar, em certa época, local de bailes de carnaval... Amigos Joaquim Junqueira, Antero Nogueira, Milton Cabral, Otto e Octacir França, Jacinto Fajardo e tantos outros... O corso do carnaval, com os carros de capotas arriadas, consumindo grandes quantidades de confete, reuniões e grandes banquetes políticos... Genico Botelho, grande historiador leopoldinense... Dr. Custódio Junqueira, médico e Diretor do Banco Ribeiro Junqueira... Dr. Agostinho Marciano de Oliveira, advogado de grandes causas... O Sr. Valentim, D. Mimi e Acásio Santos... Antônio Miranda com filhos estudando no Ginásio... Engenheiro João Batista de Menezes sempre elegantemente trajado... Farmacêutico Ayres Torres, alegre e comunicativo... Geraldino Pires e sua sempre renovada equipe de jovens barbeiros... O querido casal Eugênio Codo e D. Alexandra... Os músicos do Cine Alencar: Sr. Brício, Sr. Guaranys e Silvano... Ronaldo (Rolando?) Salgado, o construtor do mais alto edifício da cidade... Oscar de Almeida, pai do vereador Adávio, constantemente com as mãos amarelas, crestadas de verniz... A Alfaiataria Predileta, de João Batista Ferreira (Cocoreco), “centro” das notícias, com os inesquecíveis oficiais Funchal e Gaminha... Dr. José Cândido Brugger Vilela... Antônio Codo (o Codinha), grande diretor de festas do Clube... José Vilas... Salvador Rodrigues... Tusco... Avelino Diniz, o competente tipógrafo-chefe da Gazeta... Alcino Bittencourt... Levino Werneck... Professor Barroso Júnior... Moysés e Odilon Domingues... Luiz Codo...... Coronel Olivier Fajardo, o político intransigente... Américo Fajardo, corretor de arroz... Professor Antenor Machado... Professora d. Conceição Santos Monteiro de Castro... Professor Otto Vieira Machado... Durval Bastos, avô do Dr. Dalmo Bastos, com sua alta, vibrante e enérgica voz... A sorveteria do Leopoldin (Sr. Leopoldo?) Martins... A primeira ótica da cidade, instalada pelo amigo Francisco Rodrigues... O bar do Angelo Macielo... O botequim do Amiche, onde só se encontravam bananas... Joao Lacerda Rodrigues, o incomparável “Joeu”... A mansão da Família Elvira Guimarães, professora e primeira Diretor da Escola Normal...
(Continua... parte 3)