Quando meus filhos nasceram, eu tinha entre 22 e 24 anos. De modo que eles têm menos de 2 anos de diferença de idade de um para o outro. Muitos me achavam nova demais para ter 2 filhos, um seguido do outro, mas eu sempre tive a certeza de que estava no tempo certo. Com 24 anos a gente tem gás e energia para brincar com os filhos das mais variadas formas. Penso que ter filhos nova faz toda a diferença quando se trata de “pique” para a jornada da maternidade. Decidi ter filhos com idades próximas para que fossem amigos e companheiros para a vida toda! Tem funcionado bem até agora (e seguirá assim!).
Outras coisas também são mais fáceis quando se resolve cedo. Como, por exemplo, andar de bicicleta, de patins ou de skate, nadar, rodar bambolê... tudo isto sai bem mais fácil quando se é criança e cair não é problema (levantar também não). Tomar susto, recuperar equilíbrio, rebolar e mexer o corpo, enfim tudo é quase brincadeira onde o desafio se sobrepõe ao medo.
E por falar em medo, a tal da carteira de motorista é bem mais fácil para os jovens de 18 anos. Nesta idade temos uma dose extra de coragem, que nem pensamos em tragédias automobilísticas. Tudo que se quer é dirigir com o orgulho de ser habilitado.
Definir uma profissão e tomar gosto por ela é tarefa que, se resolvida quando se é jovem pode evitar muitos desacertos e frustrações. Quem tem esta sorte, é privilegiado! Bom, assim eu me sinto!
O tempo vai nos impregnando doses homeopáticas de receio e medo que, de alguma forma, nos bloqueia ou paralisa e nos exige um esforço maior para enfrentar os tais desafios. Os marcadores de responsabilidade ganham mais peso e muitas vezes o agir por impulso nos parece bem mais arriscado.
Mas tem uma coisa que é atemporal, que não importa se é jovem ou não. Que, embora nos exija coragem, tem também brilho da aventura - AMAR! Amar é para qualquer tempo. Amar o neto, por exemplo, é tão grande ou maior que amar o filho. Na verdade, não é questão de tamanho ou intensidade... é amor maduro, é diferente, tem lá suas doses de responsabilidade, mas tem muito de paciência, de valorização do tempo, de compreensão, atenção e carinho nos mínimos detalhes. É um amor calmo, sem pressa, sem correria, sem stress. É suave sempre!
Amar não muda com o tempo, não se perde o jeito, não importa a idade, amar é sempre amar. Seja amar o outro ou a si mesmo (que é o mais importante), assim como se apaixonar e se manter apaixonado faz toda diferença na maturidade e há quem diga que é um eterno adolescer. É sempre tempo de amar!
“E esqueço que amar é quase uma dor” (Djavan)
Helenice Fonseca - 17/06/2025