26/07/2026 às 09h59min - Atualizada em 26/07/2026 às 09h59min

E a fogueira vai se apagando...

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Luc Luciano

Luc Luciano

Desenhista, chargista, cronista, fotógrafo, escultor... na verdade um curioso

Luc Luciano
Foto: Luciano Baía Meneghite - Arquivo Leopoldinense

- Vai ter milho cozido, pamonha, canjica, pé de moleque, cocada?

 - Não.  Vai ter hot dog, hambúrguer, crepe, docinho gourmet.

- Vai ter pau de sebo, casamento de jeca, cadeia?

- Não. Vai ter disputa de dancinha tiktok.

- E a quadrilha vai ter?

- Vai.

- Ah bom!

- Mas em ritmo de funk.

- Eu hein!

- É o que a molecada quer.

- Mas eles conhecem novas músicas juninas?

- Não. Tem? Não conheço.

- Tem muitas músicas e várias danças juninas mesmo. Só procurar.

 - Aaah... dá trabalho.

- E quem vai tocar?

- Aquela dupla sertaneja... 

- Mas eles não tocam forró.

- Ah, sei lá... vai lotar.

- Então se lotar tá bom pra você.

- Pra mim tanto faz. Eu quero é lucrar.

- É né... pelo visto, de festa junina só vai ter o nome.

-  Não. Vai ser “Festa Country Universitária”.

-  Se até em Campina Grande tiraram o tempo do Flávio José e deram pro Gustavo Lima, o que será daqui pros lado de Leopoldina...

- Quem é Flávio José?

(Texto publicado em 1º de junho de 2023 na edição impressa do Leopoldinense)

Sô Luiz 

O radialista Zé Américo Barcellos dizia que não é preciso tirar um litro de sangue pra se fazer um exame e saber se tem alguma problema com a saúde de alguém. Da mesma forma, pequenos gestos e comportamentos, quando sinceros, podem revelar quem é uma pessoa.

Há alguns dias, faleceu aos 85 anos Luiz Maximiniano, o popular “Sô Luiz do Correio” por ter trabalhado muitos anos na Agência dos Correios de Leopoldina. Nunca tive proximidade com o Sr. Luiz, mas por um período, já depois de aposentado, ele foi meu vizinho. Em suas caminhadas pelas manhãs, passava em frente de minha casa e sempre sorridente nos cumprimentava. Ao me ver fazendo alguma arte, parava, admirava, sempre com alguma palavra de incentivo. Pode parecer pouco, mas faz falta.  

ESSA VAI PRA HISTÓRIA...

Frases escutadas com os olhos que a terra há comer

“Dá até medo de pegá esse trem de farmá aula.”

Ouvida na porta do PSF Pirineus

 “Fulano não podia ter filho. Ele era histérico.”

Ouvida na Cohab Velha.

- Depois eles falam que é barraco.

 - É baixaria dos da alta.

 Diaristas no Centro comentando vídeo de briga  

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