15/10/2020 às 09h15min - Atualizada em 15/10/2020 às 09h15min

O que os (as) candidatos (as) propõem para a saúde em Leopoldina

Em ordem alfabética: Brenio Coli, Cláudia Conte, Kélvia Raquel, Marcos Paixão, Pedro Augusto e Ricardo Paf Pax (Fotos Divulgação/Arquivo jornal Leopoldinense)
Um dos temas mais abordados  em todas as campanhas eleitorais sempre foi a saúde pública. Em meio a atual pandemia os debates sobre o tema se intensificam. O jornal Leopoldinense questionou os(as) candidatos(as) a respeito.

Quais os problemas que ainda temos no setor de Saúde e o que pretende fazer para melhorar a situação? O que o(a) senhor(a) tem planejado para a Casa de Caridade Leopoldinense?

Brenio Coli (PSD-DEM-PODEMOS-PDT-AVANTE)

É um setor que está sempre em evolução e deficitário. Temos que informatizar rapidamente a saúde para conseguir a transparência necessária para os usuários da saúde. Dando transparência aos atos com a própria população fiscalizando o seu funcionamento. O básico da saúde é médico, remédio e exame. Os postos de saúde funcionando bem, automaticamente, o pronto socorro e o hospital serão aliviados, pela carga de pacientes que se acumulam precisando de atendimento. A saúde tem que melhorar. Sabemos que não podemos chegar a 100% do ideal, devido às circunstancias do país, mas com certeza a saúde de Leopoldina vai melhorar e muito. Quanto a Casa de Caridade Leopoldinense vamos estabelecer uma parceria de transparência, onde a população com certeza sairá ganhando.

Cláudia Conte (PT)

A Saúde é um dos campos mais desafiadores da administração porque sua gestão não depende exclusivamente do município, as ações e serviços de saúde são organizados hierarquicamente em níveis de complexidade. Propomos: (I) diagnóstico do aparelhamento da saúde que dispomos, estrutura físicas, manutenção, pessoal; (II) fortalecimento da Atenção Básica; (III) capacitação permanente dos profissionais e fortalecimento do vínculo com a população do território; (IV)descentralização da gestão, valorizando as equipes; (V)no nível regional, articulação com os municípios que atendem nos serviços mais complexos; (VI) interlocução com a Gerência Regional de Saúde, na regulação e encaminhamento dos pacientes que necessitarem de atendimento fora; (VII) consórcios intermunicipais de saúde, para atendimentos em áreas específicas e exames; (VIII) constante canal de comunicação com nossos Deputados, na garantia de recursos via emendas parlamentares; (IX) relação de parceria e cooperação, em diálogo permanente com a direção da Casa de Caridade Leopoldinense, que é um importante prestador de serviços ao SUS, em serviços ambulatoriais e única na modalidade hospitalar – seu fortalecimento é estratégico, quanto mais serviços prestar e em variadas especialidades e complexidades, menos os pacientes precisarão ir para fora.
 
Kélvia Raquel (PP-PSC-PSL-PSDB)  
 
Saúde sempre foi prioridade pra mim. No legislativo consegui 350 mil através de Emenda Parlamentar para a Casa de Caridade Leopoldinense investidos em equipamentos modernos para melhor atender a demanda do município. Durante a crise da Covid-19 consegui mais 450 mil reais em Emenda Parlamentar que foram direcionados para o tratamento da doença. Sendo assim, saúde vai continuar sendo prioridade no meu governo, faremos as adequações necessárias para que o atendimento tanto dos ESFs, Polo de Saúde, CAPS e afins sejam efetivos e acessíveis a todos. Para isso vamos modernizar e humanizar o sistema de saúde municipal. Faremos, também, parcerias para zerar as filas de cirurgias eletivas, embora essa seja uma obrigação do Estado. Outra ação do nosso Plano de Governo é rever o Plano de Cargos e Salários dos Servidores efetivos. Está previsto cobrir áreas descobertas dos ESFs, para que toda a população seja atendida. Ainda na saúde, iremos equipar as Unidades de Estratégia de Saúde da Família com recursos tecnológicos, a fim de implantar o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), que facilitará o acesso a todas as informações da saúde de cada leopoldinense. Com relação Casa de Caridade Leopoldinense iremos criar a Câmara Técnica com representantes do hospital e Secretaria Municipal de Saúde para tratar de assuntos pertinentes a ambos os setores, inclusive analisar contratos, como por exemplo, os do Pronto Socorro Municipal. Tudo que for possível fazer para contribuir com o melhor atendimento a população será feito. 
 
Marcos Paixão (REDE-PCdoB) 

A saúde é um gargalo para qualquer gestor público. Independentemente das contas e repasses em dia, a população precisa e merece um atendimento mais humanizado. O cidadão que procura os postos de saúde do município em busca de atendimento, merece toda a atenção possível e principalmente um acompanhamento médico. É inaceitável as filas de espera para a realização de exames e é nesse momento que um gestor deve ser responsabilizado. Tem que buscar soluções reais! A nossa Casa de Caridade Leopoldinense precisa estar em ótima sintonia com a gestão pública, ambos têm o dever de buscarem alternativas que irão impactar no atendimento padrão a nossa comunidade. O não repasse ou o atraso da verba para o Pronto Socorro é um crime. Por isso, me comprometo acima de tudo a não cometer esse grave erro e, principalmente, me comprometo a manter diálogo com os gestores da Casa de Caridade para rever os valores deste Convênio e conhecer as reais necessidades da Casa de Caridade para a manutenção do atendimento e a melhoria da qualidade de serviço do Pronto-Socorro.

Pedro Augusto (PL) 

A Saúde de Leopoldina precisa ser totalmente revista. Como todos os atendimentos médicos deságuam no Pronto-Socorro, é necessário que se invista neste espaço, para que uma pessoa seja atendida de forma ampla, eficiente e digna. É fundamental se firmar parcerias com o hospital ou mesmo parcerias público-privadas. Isso sem deixar de atender, ou mesmo aprimorar, todos os outros programas de saúde já existentes. O poder público também deve ser aliado da Casa de Caridade Leopoldinense, assim como ter uma vontade política forte de investimento esta instituição.

Ricardo Paf Pax (PSB-Republicanos-PV-PTB-MDB) 

De início, entendo ser necessário esclarecer quea CCL é uma instituição filantrópica PRIVADA. Feita essa consideração, achamos que é obrigação do município interceder junto aos governos estadual e federal por recursos para nosso hospital, bem comolutar pela atualização da tabela dos serviços prestado ao SUS, já que a atual sequer repõe o custo de alguns serviços prestados. Com relação ao Pronto Socorro, é necessário esclarecer que esse serviço é atribuição do município e, em nossa cidade, foi “terceirizado” à CCL. Considerando que CCL possui vasta experiência na prestação de serviços de saúde e que o município possui à sua disposição toda uma máquina administrativa, entendemos que,ao invés de “terceirizar”, o mais sensato e produtivo seria uma gestão conjunta do PS, entre CCL e Município. No que diz respeito à saúde como um todo, na esfera de competência do município, temos que reestruturar os PSF, fazendo um estudo junto às comunidades atendidas, a fim de reconhecer as demandas específicas do local, pois é fundamental manter o cidadão saudável para não ter que tratar a sua doença, o que, além de mais humano, também custa menos aos cofres públicos.


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