15/03/2016 às 09h03min - Atualizada em 15/03/2016 às 09h03min

ELEIÇÃO 2016

Poderiam ser até dez candidatos, de qualquer sexo, credo ou cor, se todos tivessem condições de, se eleitos, bem dirigirem a Prefeitura.  Poder-se-iam  até fazer  encontros de todos os candidatos a candidatos com a população e, a cada reunião, o menos votado seria eliminado. Claques  remuneradas seriam impedidas de entrar no recinto. As audiências seriam acessíveis somente à imprensa e a todos leopoldinenses com a situação eleitoral em dia, Todos os candidatos a candidato assinariam acordo (que previamente seria registrado em Cartório) de se afastarem da disputa se forem eliminados nas audiências públicas. Ao final, os dois candidatos a candidatos  sobreviventes seriam registrados para disputar as eleições de 2016.

No milênio passado, e lá se vão quase três décadas, alguém, pessoa ponderada, me disse que somente conhecia três pessoas em Leopoldina com capacidade para assumir  a Prefeitura e  comandar  com qualidade e pulso forte,  todas as atividades administrativas do Município. Perguntado, citou os nomes de André Fernandes Vieira e  Arlen José Fontes Freire. Dá para pensar dois baluartes do empreendimento e  da administração leopoldinenses se oferecendo para dirigir o Município? Mas, porém, todavia, contudo, “a política é como as nuvens, muda de lugar a todo instante”.

Afastado – que felicidade ! – da política, tenho lido e ouvido que há, por enquanto,  mais de meia dúzia de candidatos.  Certamente alguns deles estão blefando e seus nomes já já sairão do noticiário político.

Já  tive conhecimento de que a maioria do eleitorado prefere apenas dois candidatos.  Seria bom se os demais postulantes, cujos nomes estão ainda badalados, fossem colocados como vice.  Provocar-se-ia, assim, mais um critério para o eleitor escolher em quem votar. Será meu critério, para votar nas próximas eleições municipais, verificar, com imenso cuidado, se quem for vice estará em perfeitas condições intelectuais e morais de assumir a Prefeitura. E, se por um acaso indesejado o Prefeito eleito  morrer, que não seja de morte matada encomendada para abrir vaga, como constantemente nos dá notícia o noticiário político/policial brasileiro.

É indesejável  - e até repugnante – que haja candidatura já com a certeza de que a chance de vitória é zero, como já ocorreu em muitos municípios, ensejando que se levantem, à boca pequena, as mais variadas suspeitas, todas elas de cunho imoral.

Na prática, o  número de candidatos vai ser determinado por uma série de fatores, em que não estarão  ausentes  ofertas de cargos em caso de vitória.As candidaturas serão de quem os partidos políticos homologarem, em reuniões em que tudo, quase sempre, estará conchavado, sem ata,  com bastante antecedência, e quase que em segredo.

Melhor, no caso, é fazer como fez a esplendorosa Glória Pires, atriz de novelas da TV Globo, que, escalada inexplicavelmente para ser comentarista na entrega do Oscar, cravava sempre a mesma frase: “não sou capaz de opinar !”.

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