31/07/2019 às 20h03min - Atualizada em 03/08/2019 às 10h57min

Município gasta milhares de reais em aluguéis, mas há alternativas

Luciano Baía Meneghite
Usina Cultural ao lado da sede da prefeitura está a venda pela Energisa (Foto: Luciano Baía Meneghite 09/06/2019)
Alguns locais e instituições em Leopoldina parecem eternamente condenados ao abandono. É assim com o Centro Social Urbano, Curumim, áreas esportivas, quadra do Pirineus, Lira 1° de Maio, entre outros. Muito blábláblá, muita promessa, muita verba pra lá e pra cá e a cidade empacada feito burro. Abre uma porta, fecham duas.
 
A Energisa, por exemplo, já há algum tempo colocou à venda o prédio da antiga Usina Cultural ao lado da Prefeitura de Leopoldina. E todo mundo está careca de saber que o Município gasta milhares de reais em aluguéis de outros imóveis para funcionamento de secretarias.  No distrito de Piacatuba, em que a Energisa patrocina o Festiviola; um casarão construído em 1868, de propriedade da Prefeitura de Leopoldina, no qual deveria funcionar um centro cultural, mais parece uma casa assombrada, sustentada por escoras improvisadas de madeira. Denunciamos a situação na matéria “Por fora bela Viola...” publicada na edição n°360 de 1° de agosto de 2018. Na edição n°365 de 16 de outubro de 2018 publicamos a matéria Promotor recomenda ao Município ações de correção e manutenção no Casarão de Piacatuba”. De lá pra cá, nenhum prego foi batido, também se bater pode cair. Só às vésperas do Festiviola deste ano os artesãos que expunham seus produtos no primeiro piso do casarão durante o evento, souberam que seriam transferidos de local.  Segundo uma representante destes, os artistas não ficaram satisfeitos aos serem realocados na Escola Estadual Dr. Pompílio Guimarães. “Ficamos mais escondidos do público e nem iluminação suficiente havia.”
 
Diante desse quadro, não sei se alguém já pensou na possibilidade ou fez algum tipo de sondagem sobre uma possível negociação envolvendo a troca dos imóveis da Usina Cultural e do Casarão. Não sei se haveria interesse das partes, mas mataria dois coelhos com uma cacetada só.  Sabemos da boa vontade de alguns funcionários, tanto do poder público, Estado ou Prefeitura e da iniciativa privada, mas estes quase sempre não tem poder de decisão.  Enquanto uns com uma bic vão fazendo estragos, outros têm até caneta melhor, mas sem tinta.


Casarão em Piacatuba (Foto: Luciano Baía Meneghite - 23/07/2019)


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