26/05/2021 às 09h12min - Atualizada em 26/05/2021 às 09h12min

O Capitão e seus Generais – Brasil – 2019 - Interessante como a “roda da vida” gira.

Edson Gomes Santos
Fui dispensado do Serviço Militar obrigatório e fiquei feliz, pois nunca me identifiquei nem desejei seguir carreira militar, mas, imaginemos um cidadão com pendores militares; iniciando sua carreira como soldado raso; porém, vislumbrando, estudando e lutando por um futuro posto no Oficialato; e identifico o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, como um desses cidadãos.

No Oficialato, poucos conseguem ascender ao posto maior na Força Armada escolhida: Exército, Marinha ou Aeronáutica, quais sejam, general, almirante ou brigadeiro.

Com pouco mais de 30 anos Jair Bolsonaro chegou ao posto de Capitão; por motivos de ordem disciplinar interna, processos, insubordinações - estas inadmissíveis nas hierarquias militares – confabulações, etc., foi transferido para a reserva ...remunerada, fato que o livrou da inglória e vexante expulsão, além de o General Ernesto Geisel, penúltimo dos presidentes ditatoriais, em suas memórias biográficas publicadas, quando indagado sobre Bolsonaro, definiu-o como um mau militar.

Tal percepção negativa sobre Bolsonaro aparece em gravação disponível na internet, ocasião em um dos ministros do STM – Superior Tribunal Militar à época do julgamento do capitão, “descasca” o caráter do, então réu, capitão Bolsonaro.

Que Bolsonaro alimentasse o desejo e lutasse pela ascensão no Oficialato e atingir o posto de general, era um direito dele, porém os generais do STM, talvez prevendo o que poderia vir a ocorrer, encerraram sua carreira militar na ativa, transferindo-o para a reserva remunerada.

Dali para a política, foi um “pulo”: vereador, deputado estadual, federal e, presidente.  Um ápice de carreira que ele, talvez, nunca imaginara atingir ...o mais alto posto do Brasil!!!

Mas entre se eleger e governar, há um fosso de inabilidade administrava, política, negocial, etc., que vem sendo “transposto” via fake news, Carl(i)uxo, decisões, indecisões, ações, reações, retroações, idas, vindas, etc.

Porém numa análise mais profunda, dá para imaginar a satisfação, o prazer, a desenvoltura, o descaso e o desrespeito dele para com os seus ex-superiores majores, coronéis, generais, que outrora tiveram a ousadia de puni-lo e, hoje, estão – politicamente – sob seu jugo, aliás, sob suas ordens e sujeitos a serem “contaminados” pelo bolsonarismo.    

Um mero capitão, removido para a reserva remunerada por motivos não-honrosos – um militar será sempre militar – ter sob seu comando uma tropa de altas patentes que, cordeiramente tem que aceitar, acatar e seguir seus arroubos e incompetências, sem chiar...

É, infiro, O PARAÍSO EM QUE TODOS OS MILITARES DE BAIXA PATENTE DESEJARIAM ESTAR.

Pior, tudo indica que a “roda da vida” das altas patentes militares, ora comandadas por um mau militar, como o definiu Geisel, está girando no sentido anti-horário das suas biografias custosas e meritoriamente construídas, para registros nas suas histórias militares.

Como a História é escrita no dia-a-dia, somente no futuro seus resultados serão conhecidos.
 
 
   
 
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