26/04/2019 às 22h16min - Atualizada em 26/04/2019 às 22h16min

A Leopoldina que me acolheu. Por Maria José Baia Meneghite

Maria José Baia Meneghite

Como não amar você, se é de você que guardo as melhores lembranças e a maior saudade?
Nasci num lugarejo denominado Ribeirão Preto, um antigo quilombo bem próximo a Guidoval onde fui batizada. Morei  lá por um período mas,  mas logo fomos para  Ubá e depois meu pai mudou-se para Leopoldina  onde  estou até hoje. Leopoldina, terra de gente solidária e acolhedora. Abençoado  pedaço de chão onde minha família encontrou o  apoio necessário para prosseguir a jornada de manter todos os filhos.

Nossa chegada coincidiu com a comemoração dos 100 anos de Leopoldina. Lembro-me perfeitamente  de como a cidade se enfeitou para  esse dia. Saímos da Rua das Palmeiras, hoje Emilia Levasseur Rocha  e fomos até a Praça Felix Martins  assistir ao desfile  da Banda de Fuzileiros  Navais. Íamos eu e meu irmão Zé Mário, agarrados à saia de minha mãe com medo  de ficarmos perdidos entre a multidão. Meu pai e minha mãe,carregavam no colo  os dois menores.

A praça parecia iluminada pelo sol, tamanha era a quantidade de luzes instaladas nas árvores e no coreto. Fogos coloridos pipocavam ! Foi uma festa linda. O coreto estava deslumbrante! Aquele coreto ainda  se faz presente  de vez em quando nos meus sonhos. Brinquei muito ali  e na minha cabecinha de menina, o coreto era um castelo. Na verdade ele  se ainda estivesse no mesmo lugar, estaria enfeitando o sonho de muita gente, pois era muito bonito. Pena que não souberam conservá-lo. Pena que mesmo sendo bonito, foi desmanchado e substituído por areia.

Outra lembrança desta cidade que eu amo é a Praça da Bandeira, com seu lago, seus canteiros  bem cuidados e especialmente do jardineiro  que montava guarda com ciúme de suas flores. Como eu queria que suas praças Leopoldina, tivessem jardineiros com aquele  da Praça da Bandeira...Como você ficaria mais bonita se em todas as praças alguém defendesse e cuidasse das flores como  ele cuidava! Apesar de sua vigilância, não conseguia impedir que algumas crianças entrassem naquele lago tão cobiçado. Eu fui uma dessas crianças que caiu no lago,enquanto andava de costas, soletrando para a coleguinha que ainda não estava alfabetizada  o letreiro do Armazém Centenário, e aí, caímos as duas. Doces recordações, tão doces como os picolés da Padaria Marino, do Tirisquei.....

Poderia escrever mais, muito mais sobre nossa Leopoldina, sua gente, sua história e talvez o faça em outra ocasião. Hoje entretanto quero apenas agradecer a Deus  ter permitido que eu vivesse aqui e desejar que o Senhor derrame suas bênçãos sobre esse pedacinho de chão que aprendi a amar e respeitar, e  então volto a dizer: Ah Leopoldina, como não amar você, se é de você  que guardo as melhores lembranças e a maior saudade?


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