19/10/2014 às 16h55min - Atualizada em 19/10/2014 às 16h55min

Inflação!?

Inflação!?

Paulo Lucio – Carteirinho

Um dos temas dos debates é a questão da inflação. A oposição  insiste em dizer que a inflação tá alta, mas que não apresenta os números. Nesse caso, cito os números para que o próprio leitor tire suas conclusões:

1990 – 1.620,97%
1991 – 472,70%
1992- 1.119,10%
1993- 2.477,15%
1994-916,46%
1995 – 22,41%
1996- 9,56%
1997: 5,22%
1998: 1,65%
1999: 8,94%
2000-5,97%
2001-7,67%
2002-12,53%
2003-9,29%
2004-7,6%
2005-5,68%
2006-3,14%
2007-4,45%
2008-5,90%
2009-7,31%
2010-5,906%
2011-6,5%
2012-5,84%
2013-5,91%
2014-6,74%

Como podem notar, tivemos época em que a inflação estava na casa dos 4 dígitos, chegando a  2.447,15%. Hoje, a inflação está na casa de um dígito, sendo  6,74%, e  tem gente que ainda diz que tá alta (kkkk).

Comparando alguns números, notamos o efeito montanha russa, um ano a inflação está lá em baixo, em outro lá em cima.  Foi assin no  Governo FHC, no ano de 1998 a inflação foi de 1,65%,  no ano seguinte, 1999, foi de 8,94%, e no ano de 2000 apenas 5,97%.  O que mostra que o  fato de um ano a inflação tá baixa, não significa que no ano seguinte ela continuará baixa, o mesmo vale para quando ela for alta. 

A respeito da inflação, os melhores números foram no governo Lula, onde a inflação ficou controlada. E se repetiu no governo Dilma, porém um pouco a cima da média de Lula, que foi de 5,8%, já Dilma por enquanto está sendo 6,1%, 0,3% acima. Vale lembrar que no Governo FHC a média foi de 9.1%, Ou seja, 3% maior. Pergunto ao leitor, a inflação está alta?

Como vimos, a inflação está controlada. Mas a oposição não dá o braço a torcer, prega o pessimismo, criando um clima de que está tudo ruim. O que sabemos é uma mentira. Tem uma frase que diz: Uma mentira contada mil vezes se transforma em verdade.

De tanto falar que a inflação está alta, a população acaba acreditando. Para isso a oposição utiliza da tática dos preços, apelando para o sensacionalismo, fazendo comparações ridículas. A preferida deles é em cima do preço da carne. Com o seguinte discurso: Quero falar para você dona de casa, que vai no mercado hoje e não compra a carne com o mesmo preço de há seis  meses atrás, devido a inflação (rsrs).

Claro que o preço da carne atual vai está mais caro do que seis meses atrás. Sobre essa questão dos preços dos alimentos, o que define os preços são diversos fatores, desde climáticos ao econômico. Por exemplo a questão da seca e das cheias. Entre Abril a Setembro temos o período da seca; entre Outubro a Março período das cheias. Em outras palavras, entre Abril e Setembro temos uma produção inferior a de Outubro a Março. Segundo a lei do capitalismo, quando menor a produção, maior é o preço. Com isso, os preços de alguns produtos na seca são mais caro que nas cheias.

No caso do preço da carne, seis meses atrás era o período das cheias, onde a produção foi  maior. Agora, estamos no período da seca, com o gado morrendo nos pastos, com queimadas, falta de água. Veja o caso de São Paulo, que passa por uma das maiores crises de sua história, o que vem afetando a economia.Conclusão, a produção é menor. 

Visando esclarecer melhor o leitor, deixo a carne de lado e falo de outro produto, o leite. Na época da seca, cheguei a comprar um litro de leite à R$ 2,99 . Já na época da cheia, comprei o leite da mesma marca a R$ 1,49.Ou seja, a metade do preço.

Como vimos, o que define o preço é a produção. Mas tem outros fatores que também influenciam. Destaco o aumento do salário mínimo, que aumenta o custo da produção. Vale destacar que quando aumenta o salário, aumenta também os gastos com outros direitos do trabalhado, como INSS, FGTS, 13°, férias.... . Aumentando o gasto com a mão de obra, aumenta o preços dos produtos, já que os produtores repassam para o consumidor essa conta.

Por falar em aumento do salário mínimo, não poderia deixar de citar a crítica feita por parte da oposição.  Recentemente, um possível Ministério da Fazenda da chapa da oposição falou que o salário mínimo subiu demais e fala em medidas impopulares. Os trabalhadores sabem bem quais são essas medidas impopulares: arrocho salarial, juros altos, sucateamento público. Os fantasmas do passado voltam a assombrar a classe trabalhadora.

Voltando ao preço da carne, gostaria de falar para a dona para não cair na armadilha da oposição comparando  preços atuais com seis messes atrás, devido os fatos que citei acima.  Caso queira comprar produtos com um preço melhor, deve procurar por promoções, como o Dia D, ou optar por outros produtos, mais em conta.

Falando em outros produtos, não poderia deixar de citar os ataques da oposição aos produtos como o ovo e a carne de frango, como se fossem produtos inferiores e de baixa qualidade, e  que  deveriam comer carne bovina todos os dias. 

Se não bastasse a falta de respeito com os mais pobres, agora criticam os produtos que a grande maioria consome. Vale destacar que o Brasil é um dos maiores exportadores de ovos e frango do mundo. Uma indústria forte que gera diversos empregos e renda e que deve ser incentivada e não criticada.

Ao criticar o ovo e a carne de frango, a oposição vai de contra o projeto de sustentabilidade, tanto defendida por Marina Silva, que pelo visto deve ter mudado de ideia novamente. Vale destacar que a produção bovina traz graves problemas ambientais, devido desmatamentos, poluição do ar devido emissão de CO2, uso de grande quantidade de água.... . Dessa forma, devemos incentivar consumo de outros tipos de alimentos, mais saudáveis e menos danoso ao meio ambiente.

Para finalizar, destaco as palavras da presidente Dilma: A inflação está sobre controle. Não acreditem em tudo que a oposição diz, tendo em vista ser estratégia política visando confundir a mente das pessoas. Pensem bem antes de votar.

Link
Tags »
Relacionadas »
Comentários »