23/06/2017 às 08h56min - Atualizada em 23/06/2017 às 08h56min

50,96% dos leitores é a favor da criação de novos pontos de táxis em Leopoldina

Considerada a população de 53 mil habitantes, temos em Leopoldina um táxi para cada grupo de 1.395 habitantes.

Luiz Otávio Meneghite
Um dos pontos de táxi de Leopoldina - junto ao Calçadão Francesco Calábria, centro.
Desde que o prefeito José Roberto de Oliveira sancionou a lei de autoria da vereadora Kélvia Raquel de Souza Ribeiro Santos, aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal, em reunião realizada no dia 19 de outubro de 2015, padronizando o serviço de táxi em Leopoldina, fala-se na possibilidade de aumentar o número de veículos licenciados nos seis pontos atualmente existentes na cidade.
 
Três desses pontos estão localizados na região mais central da cidade a saber: na rua Plóbio Cortes de Paula, junto à praça General Osório; na praça Félix Martins, junto ao Calçadão Francesco Calábria; na rua Francisco Gama, junto à praça João XXIII; no Terminal Rodoviário Jairo Salgado da Gama; ao lado do Ginásio Poliesportivo Dr. José Bastos Faria Freire, no bairro Bela Vista e na rua Benedito Valadares, junto à praça Zequinha Reis, popularmente conhecida como praça da Bandeira. Existem ainda dois táxis licenciados na zona rural, um na vila de São Martinho e outro no distrito de Providência, totalizando 38 automóveis com permissão para transportar passageiros mediante pagamento no município, segundo informação do setor de fiscalização da Prefeitura de Leopoldina.
 
Considerando que quase a totalidade dos táxis locais trabalham 24 horas por dia podemos deduzir que existem cerca de 80 profissionais trabalhando na atividade considerando os diurnos, os chamados ‘vagalumes’ e os folgadores. Considerada a população de 53 mil habitantes, temos em Leopoldina um táxi para cada grupo de 1.395 habitantes.
 
Os táxis piratas ou bandalhas
 
É público e notório a existência em Leopoldina de táxis piratas ou bandalhas como preferem alguns. São veículos que transportam passageiros mediante pagamento sem, contudo, estarem licenciados para isso e são emplacados com placas na cor cinza, que identifica o carro particular. Uma característica do carro clandestino é que ele não tem ponto autorizado pelo Poder Público nem possui identificação como os táxis legalizados, atendendo seus clientes exclusivamente via telefone celular.
 
Quando teve o seu projeto de padronização aprovado pela Câmara Municipal, a vereadora Kélvia Raquel justificou que a padronização era um desejo de grande parte dos taxistas e da população leopoldinense.  Naquela ocasião, ela disse ao jornal Leopoldinense que “a padronização teve a pretensão de evitar o transporte ilegal e clandestino de passageiros, pois daria maior visibilidade para os clientes”. Segundo Kélvia, “a padronização foi também uma reivindicação do Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de Leopoldina e foi respeitado o consenso alcançado durante debates sobre o assunto, além de respeitar as normas legais vigentes e exigíveis”, justificou. Em contato com a reportagem, a vereadora disse na ocasião que teve a idéia de apresentar o projeto de lei a partir de uma matéria publicada no jornal Leopoldinense.
 
O projeto da vereadora foi aplaudido pela população, mas há quem diga que o número de carros oficialmente emplacados como táxis em Leopoldina está aquém das reais necessidades do município, o que, por si só explicaria a existência dos táxis piratas que atendem os clientes exclusivamente via telefone celular. Também há quem ache que os pontos são mal distribuídos pela cidade com uma concentração maior na área central de Leopoldina e que uma simples redistribuição dos pontos resolveria o problema.
 
Sindicato acredita que criação de pontos rotativos poderia resolver o problema.
 

Em conversa informal com a reportagem do jornal Leopoldinense, o presidente do Sindicato da Categoria, Euler Neto, disse acreditar que a criação de pontos rotativos em bairros da cidade, nos quais taxistas de qualquer ponto poderiam parar à espera de passageiros, resolveria o problema.

Especificamente em bairros, existe apenas os pontos da praça da Bandeira e o do Bela Vista. Estaria faltando táxi em Leopoldina? Os pontos atuais são mal distribuídos? A solução para acabar com os táxis piratas estaria na abertura de novos pontos oficiais? Com o único propósito de colaborar com as autoridades competentes, o jornal Leopoldinense disponibilizou uma enquete cujo resultado é mostrado no infográfico abaixo.




 

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