18/08/2018 às 12h54min - Atualizada em 18/08/2018 às 19h47min

Limpeza pública, muitas vezes, depende da educação da população

‘Cidade limpa não é a que mais se varre e sim, a que menos se suja’,diz um slogan popularizado país afora..

Luiz Otávio Meneghite
Ratos e insetos se proliferavam com a acumulação de lixo neste terreno da Cohab Velha, Foto: Luciano Baía Meneghite - 18/08/2018
É muito comum assistirmos no dia a dia, demonstrações da falta de educação de pessoas que contribuem para sujar as ruas e praças de Leopoldina, justificando o slogan já adotado em campanhas por diversas cidades do Brasil: Cidade limpa não é a que mais se varre e sim, a que menos se suja’.

Quem ainda não viu alguém jogar embalagens de alimentos nas ruas? Quem ainda não flagrou pessoas descartando lixo pelas janelas de veículos? Quem ainda não tomou conhecimento do descarte de móveis em passeios e terrenos baldios? Quem pode, em sã consciência, condenar o trabalho dos garis que atuam na coleta de lixo domiciliar? Você condenaria de forma justa o trabalho dos varredores de ruas e praças?

Salvo problemas surgidos no meio do caminho em decorrência de congestionamento de trânsito ou defeito veicular, a coleta de lixo domiciliar em Leopoldina funciona bem. Cito como exemplo o Bairro Maria Guimarães França, popularizado como Cohab-Velha,onde resido há mais de 40 anos. De segunda a sábado, o caminhão de coleta de lixo passa no mesmo horário, religiosamente, o que garante que não há necessidade de os moradores anteciparem em muitas horas a colocação do lixo para fora de casa. A varrição das ruas é feita em três dias da semana, sendo o suficiente para o bairro ficar com aspecto de limpeza, apesar do grande fluxo de estudantes que descartam embalagens de merendas adquiridas nos mercados locais.

Até pouco tempo, a Prefeitura mantinha dois latões de 200 litros cada um, exatamente defronte a dois terrenos baldios, nas proximidades da Redação do Jornal Leopoldinense, nos quais vinha gente de longe depositar lixo domiciliar, muitas vezes transportado por automóveis ou picapes. Os dois recipientes coletores de lixo não eram suficientes e o resultado era lixo derramado por todo lado, sendo remexido por catadores de recicláveis, além de animais soltos pelas ruas. Com isso, outro problema mais sério passou a ocorrer: a incidência de ratos nas imediações atraídos pelo lixo onde o alimento deles era farto. Os ratos eram tantos que passaram a invadir residências ali existentes.

Por conta própria, os moradores se cotizaram para limpar os dois terrenos e com autorização de um dos proprietários está sendo projetada uma horta na área. Uma cerca simbólica de madeira foi instalada com o intuito de mostrar que ali tinha dono.

Foi feito então, um pedido à Secretaria Municipal de Serviços Urbanos para a remoção dos latões e a colocação de uma placa para coibir o depósito de lixo no local. O pedido foi atendido. Agora resta à população fazer a sua parte e cada um administrar o seu próprio lixo respeitando os horários de coleta.

 Clique e relembre algumas matérias do jornal Leopoldinense sobre o tema:


Urubus brigam em ‘banquete' nos latões de lixo da avenida Getulio Vargas

Leitor indignado fotografa sujeira no Feijão Crú e desabafa

A maior sujeira é a falta de educação

Mato alto, sujeira e buracos dão “boas vindas” a quem chega a Leopoldina

Bota-fora no bairro Bandeirantes incomoda moradores

Região da UNIPAC vira bota-fora de lixo e entulho

Lixo é despejado na estrada de São Lourenço

Aviso proibindo jogar entulho é ignorado na Vila Esteves

Mato, sujeira e veículos abandonados nas ruas do bairro Eldorado

Fiscalização municipal começa a aplicar lei de terrenos vagos

O que você sugere como solução do descarte de restos de construções e móveis em Leopoldina?

Com Renatinha não tem sujeira

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