06/12/2015 às 17h32min - Atualizada em 06/12/2015 às 17h32min

37 – Expedicionários Leopoldinenses – O final da Guerra

Luja Machado e Nilza Cantoni

Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de dezembro de 2015
O assunto de hoje nos faz lembrar que, no dia 02 de maio de 1945, as tropas alemãs que combatiam na Itália anunciaram sua rendição. Portanto, a data marca o fim da Segunda Guerra Mundial no território italiano, episódio descrito por Mascarenhas de Moraes[1]:
Os emissários dos Generais Vietinghoff-Shell e Wolff chegaram a Bolzano na noite de 29 de abril, levando os termos da rendição que assinaram no Palácio Real de Caserta. No dia seguinte, 30 de abril, Hitler morria em Berlim. [...] Tais reviravoltas explicam a demora havida, na resposta [...] O comando tedesco, nessa resposta, afirmava o propósito de efetuar a rendição na data anteriormente fixada. Nesta conformidade, o General Von Senger und Etterlin, autorizado pelo General Von Viettinghoff-Shell, assinou com o General Mark Clark, em Florença, os últimos instrumentos da capitulação incondicional, que foi anunciada às 14.00 horas do dia 2 de maio. Em virtude das negociações sobre o armistício se processarem em sigilo, a notícia da rendição chegara ao conhecimento da tropa aliada de maneira súbita. [...] Todos os Exércitos inimigos, situados em território italiano, terminaram a sua capitulação na noite de 2 de maio. Era a maior rendição eixista até então ocorrida na Segunda Guerra Mundial.
A partir daí, teoricamente começariam a voltar para casa os 35 Expedicionários Leopoldinenses listados a seguir: 01 - Adilon Machado; 02 - Aloísio Soares Fajardo; 03 - Antonio de Castro Medina; 04 - Antonio Nunes de Morais; 05 - Antônio Vargas Ferreira Filho; 06 - Aristides José da Silva; 07 - Celso Botelho Capdeville; 08 - Derneval Vargas; 09 - Eloi Ferreira da Silva Filho; 10 - Euber Geraldo de Queiroz; 11 - Expedito Ferraz; 12 - Felício Meneghite; 13 - Geraldo Gomes de Araújo Porto; 14 - Geraldo Rodrigues de Oliveira; 15 - Itamar José Tavares; 16 - Jair Vilela Ruback; 17 - João Esteves Furtado; 18 - João Vassali; 19 - João Venâncio Filho; 20 - João Zangirolani; 21 - José Ernesto; 22 - José Luiz Anzolin; 23 - Lair dos Reis Junqueira; 24 - Lourenço Nogueira; 25 – Luiz Leonel Ignácio da Silva; 26 - Mário Castório Fontes Britto; 27 - Moacir Jurandir Barbosa Rodrigues; 28 - Nelson Pinto de Almeida; 29 - Orlando Pereira Tavares; 30 - Oscar Nunes Cirino; 31 - Paulo Monteiro de Castro; 32 - Pedro Medeiros; 33 - Pedro Rezende de Andrade; 34 - Pedro Silva Santos; 35 - Wenceslau Werneck.
Mas não foi bem assim!
Primeiro porque nessa data a Guerra terminou na Itália, mas ainda continuou na Europa até o dia 08 de maio de 1945, data que entrou para a história como sendo o dia do fim oficial da Segunda Guerra Mundial.
E mesmo esse dia não é exatamente o que marcou o fim dos combates. Ele marca a derrota da Alemanha nazista frente às forças aliadas e o fim das operações militares em solo europeu. Mas os combates continuaram a ceifar vidas ainda por mais um tempo no Oceano Pacífico. Ali os japoneses resistiram bravamente e popularizaram a utilização dos seus pilotos kamikazes que lançavam aviões contra alvos inimigos. Perdiam batalhas importantes, mas não se davam por vencidos. Até que os americanos decidiram utilizar o seu maior artefato de destruição, a bomba atômica que formou no ar a Rosa de Hiroshima, que recebeu do grande poeta Vinícius de Moraes um protesto em forma de poema, musicado e cantado por Ney Matogrosso. As rosas radioativas que nos dias 6 e 9 de agosto de 1945 destruíram as cidades de Hiroshima e Nagasaki, mataram milhares de civis e não deixaram outra alternativa ao Japão que não fosse a rendição definitiva no dia 02 de setembro daquele ano.
Assim chegou o fim dos conflitos. No próximo vagão, que encerrará a série de artigos sobre os Expedicionários Leopoldinenses, virá mala, bagagem e a ansiedade pelo retorno da tropa. Até lá.

Nota:
[1] MORAES, J. B. Mascarenhas de. A FEB pelo seu Comandante. 2. ed. Rio de Janeiro: Bibliex, 1960. p. 266-267
 

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