16/07/2019 às 09h04min - Atualizada em 16/07/2019 às 09h04min

LEOPOLDINA – Revendo velhos amigos e amigas

Edson Gomes dos Santos

Entre os dias 5 e 10/6/19, passeei por Leopoldina, conversei com amigos e amigas, e, juntos, revivemos e rimos de antigos fatos e ocorrências.

Um deles está com 87 anos, ativo, lúcido, trabalhando, feliz, distribuindo e retribuindo sorrisos àqueles que o cumprimentam quer com palavras ou com acenos de mãos.

Apelidado por seus pais com o codinome de Rubens Dário Lemos, foi “batizado” e é conhecido como DÁRIO SAPATEIRO.

Conheço o Dário desde que me entendo por gente, bem como suas sapatarias na Rua Marechal Deodoro(?), Praça do Urubu, Rua Cotegipe e, atualmente, Rua Tiradentes.

Trabalhando no Rio de Janeiro, lá pelos anos de 1950, aprimorou-se na confecção de calçados sob medida, quer femininos, quer masculinos, além da confecção de botas ortopédicas receitadas por médicos ortopedistas, e, ainda, confecção de calçados especiais para pés com necessidades especiais.

No início dos anos 1960 retornou para Leopoldina e aqui, desde então, vem aplicando seu “doutorado” em Sapatologia, conforme diploma afixado na parede da sapataria. 

Houve um tempo em que ele operava o Clube do Sapato: interessado associava-se ao Clube; pagava uma mensalidade; no final dos pagamentos fazia jus a um par de sapato social, sob medida; quinzenalmente era realizado o sorteio de par de sapatos dentre os associados do Clube.  Foi sucesso por muitos anos.

Final dos anos 1960 sua sapataria era local de encontro da Turma da Galomba - Serginho do Rock & cia. -  lá havendo, inclusive, um biombo onde, desenhado pelo Jader Augusto (Dinho) no estilo charge, estavam os membros da Turma: Vampônio Tramóia, Robsés, Frajola, Bramedson, Dinho, Sargento Garcia, Jédson, Aloísio Bigodudo, Paulo Galombada, Charmuta, além, claro, do “mentor” dos apelidos, Serginho do Rock.

O pai do Dário, Otávio Lemos, era cearense, de Fortaleza, pianista, que chegando ao Rio de Janeiro, soube que na cidade de Palma havia muitos pianos, portanto, oportunidade de trabalho, tanto como pianista quanto como afinador.  Porém chegando a Leopoldina, foi informado de que o campo de trabalho seria muito mais favorável na, então, progressista, Leopoldina ...e ficou.

Casou-se com Aristotelina Vieira e tiveram 6 filhos: Aluízio, Aylton, Rubens, Ary, Edméia e Ubirajara. Destes, vivos, somente Rubens e Edméia.

Dário é casado com Mariinha, tem três filhos – José Maria, Mara e Célia – e cinco netos.
Às sextas-feiras Dário encerra o turno semanal lá pelas 15/16 horas, horário em que vão se achegando alguns amigos para uma boa prosa descompromissada.

No dia 7/6 não foi diferente, eu lá me acheguei, encontrando Dário, José Geraldo Ribeiro e José Antonio Gouveia num papo “cabeça”.

Caso vai, caso vem, José Geraldo relata um ocorrido lá pelos anos 1950, que, pelos nomes, atividades e caráter dos personagens, tem tudo para ser real.

Continua na próxima edição

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