16/12/2021 às 17h12min - Atualizada em 16/12/2021 às 17h12min

JORNALISMO... SÉRIO, INFORMATIVO E ISENTO - Mundo e Brasil - Século XXI –

Edson Gomes Santos
Jornalismo é definido como atividade de coleta, investigação e análise das informações para produção e distribuição de relatórios sobre interação de eventos, fatos, ideias e pessoas que são notícia e que afetam a sociedade em algum grau e, sintetizando, a função do jornalismo é pesquisar os fatos, analisar e informar, sendo hoje os meios de divulgação: noticiários de tvs, de rádios, via internet, celular, e, numa fase crítica de sobrevivência, o jornalismo impresso... o nosso velho jornal que durante muitos e muitos anos e décadas, foi o principal meio de divulgação das notícias e informações, locais, regionais, nacionais e mundiais.

Leio o artigo de 28/11/21 do ombudsman da Folha de São Paulo José Henrique Mariante, onde ele analisa a extinção do jornal diário popular Agora São Paulo, dentre outros que já haviam sido extintos por perda de receita financeira de anunciantes e leitores que migraram para outros meios divulgadores de notícias, principalmente para a internet.

Diz ele que o Agora acaba antes do seu público e que o modelo de jornal impresso, inclusive a própria e centenária Folha não se sustenta e ela também pode estar com os dias contados.

Relata ainda que é um fenômeno mundial e dramático em países de grande população leitora [ ] impressiona a quantidade de pequenos diários, alguns centenários, que fecham nos EUA, provocando os chamados desertos de notícias [ ] as consequências para essas regiões são graves, indo de um menor controle da atuação dos agentes públicos locais à maior disseminação de notícias falsas [internet: fake news], considerando ele haver o risco real de os jornais impressos serem considerados ultrapassados e supérfluos, passíveis portando de serem totalmente extintos.

Jornalistas com “J” maiúsculo trabalham 24 horas/dia, 7 dias/semana, sempre atentos aos fatos e ocorrências nas respectivas áreas de atuações – esportiva, política, econômica, social, literária, financeira, etc. – de forma a analisá-los, entendê-los e preparar os textos para apresentação aos respectivos leitores, sendo que os jornais impressos exigem mais trabalho em suas editorias e confecções: coleta, análise, redação e preparo dos textos; diagramação do conteúdo; impressão; distribuição; e... mangas arregaçadas para a próxima edição. 

Vivemos tempos de “velocidades” nas informações como nunca antes registradas, principalmente e graças à internet, não permitindo que os fatos, notícias e ocorrências cotidianas que lemos se fixem nos nossos “sentimentos”, produzam os “efeitos”, levem-nos às suas análises; e, por fim, induzindo-nos destiná-las às nossas “lixeiras” mentais.

Lembro-me de que o primeiro texto em jornal que li foi na Gazeta de Leopoldina quando estava em fase de alfabetização; meu pai sempre foi assinante dos jornais editados em Leopoldina; assinava O Jornal e Correio da Manhã, do Rio; revista Seleções do Readers Digest; e assim foi que “viciei” em ler e gostar da leitura, de livros e dos jornais impressos... sim, aqueles jornais que sujam nossas mãos com tinta quando os lemos, aquelas mesmas tintas “imprimem” os textos lidos em nossos conhecimentos e informações mentais.

Assim, a importância dos jornais impressos reflete-se numa frase contida num pequeno quadro  na parede da sala do Monsenhor Guilherme, Diretoria do Ginásio:

- Não confie na memória, escreva!... E que TODOS os jornais impressos tenham vida LONGA.
                                                          
                                                                      
              
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