05/02/2016 às 08h46min - Atualizada em 05/02/2016 às 08h46min

SOLANGE (BAPTISTA BASTOS), O ANJO QUE MUDOU MINHA VIDA Leopoldina-MG – 1971 -

Por Edson Gomes dos Santos

Com essas palavras, Dr. Dalmo definiu-me como ele via e sentia sua esposa, SOLANGE.  

Explico. 

Quem conheceu e conviveu com Dr. Dalmo Pires Bastos – que foi meu professor de matemática no ginásio – sabia do gênio difícil que ele tinha.   Explosivo, durão, intenso em seus posicionamentos, e, acima de tudo isso, COMPETENTE.

Médico, professor de matemática, advogado, enfim, coerente com o que ele disse certa vez e durante uma aula à turma da 2ª B, do ginásio, lá no longínquo 1963 e ante os rumores de golpe militar contra o “comunismo”: “Busquem uma profissão que seja ESSENCIAL em qualquer tipo de regime político, independentemente das suas convicções.  Somente assim vocês poderão ser respeitados por suas COMPETÊNCIAS, e, não por seus IDEAIS POLÍTICOS”.

Quem conheceu Dª SOLANGE BAPTISTA BASTOS reconhece o “anjo” que ela foi para seu marido e filhos. 

Num baile no Clube Leopoldina, durante a Exposição de 1971, conheci – e, como se diz atualmente - “fiquei” com uma linda garota, residente em Nova Friburgo.  No fim do baile, trocamos endereços e telefones, ela convidou-me para ir a Nova Friburgo, e, tal convite redundaria num namoro mais à frente.

Sabendo que Dª Solange era de Cantagalo e que periodicamente Dr. Dalmo a levava para visitar seus familiares, pedi a ele uma carona até lá, pois de Cantagalo eu iria até Friburgo.
Duas semanas depois, vejo-me de carona no Ford Galaxie, azul, do Dr. Dalmo, indo para Cantagalo.

Saímos de Leopoldina, passamos por Além Paraíba, pelo Carmo e, de lá, começamos a subir uma íngreme serra – sem asfalto – cuja rudeza da pista era compensada pelo conforto do carrão do Dr. Dalmo.
Ante a beleza da paisagem, num determinado momento dirijo-me ao Dr. Dalmo e digo:

“Que maravilha de paisagem, parece que vamos chegar muito pertinho do céu!”

- Dr. Dalmo, com um largo sorriso e olhando para Dª Solange, responde:
“POIS É, SOMENTE MUITO PERTINHO DO CÉU EU ENCONTRARIA UM ANJO COMO A SOLANGE, PARA ILUMINAR E MUDAR MINHA VIDA PARA MELHOR.”

Dª Solange faleceu, e, sabendo da notícia, veio-me à mente aquele momento que ora estou narrando.

Mas... Dª Solange não faleceu, pois, como ANJO QUE ERA, certamente voltou “prá” lá, “prá” muito PERTINHO DO CÉU. Que Deus a tenha!

Edson Gomes Santos, Divinópolis, 2015
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