01/08/2021 às 10h18min - Atualizada em 01/08/2021 às 10h18min

JORNAIS, JORNALEIRO, JORNALISTA – Leopoldina – Anos 1960 – (Continuação)

Edson Gomes Santos
Escrita a crônica Agnaldo Timóteo em 3 momentos, a remeti a um amigo que, em resposta, relatou-me suas vivências quando atuou como jornaleiro, inclusive uma das gratas ocorrências entre ele e Agnaldo Timóteo, motivando e embasando a crônica Revistas, Jornais & Jornaleiros.

Como relatado na crônica Revistas(...), Chico Calábria “credenciou” pontos de revenda de publicações pela cidade e o jornaleiro ora focado atuava na banca do Posto Centenário que, naquela época, era um referencial local, regional e interestadual, pois era ponto de apoio de grandes empresas de ônibus interestaduais da época, como Real Bahia, Expresso Salvador, Transcolin, Citran, Itapemirim, dentre muitas outras.

Certo dia estaciona um taxi, seu motorista se dirige ao jornaleiro e solicita informação sobre oficina mecânica que possa dar uma “olhada” no motor pois estava apresentado falhas no funcionamento, daí o jornaleiro indica a oficina do Joaquim Pedro, pai do Eros Leão, que ficava próxima do posto, sentido centro da cidade.

Desembarcam os passageiros e um deles é prontamente reconhecido pelo jornaleiro: Agnaldo Timóteo... em fase de consolidação artística, porém afável e simpático.

O jornaleiro se aproxima do Agnaldo, cumprimenta-o e comenta da reportagem sobre ele na revista Fatos e Fotos daquela semana, presenteando-o com um exemplar e, claro, solicitando autógrafo num outro.

Agnaldo, afável, agradecido e envaidecido, prolonga o papo e o jornaleiro comenta com ele de uma fã e cliente que toda semana vem à banca à procura de publicações em que seu ídolo, Agnaldo, esteja sendo divulgado.

Como o conserto do taxi demoraria e os passageiros somente conseguiriam viajar no dia seguinte, Agnaldo propôs fazer uma visita à sua fã, pois ela tinha dificuldades de locomoção; ele, jornaleiro, faria a “ponte” para o encontro; e, assim foi feito.

Agnaldo fez a visita naquele mesmo dia; os pais da fã e ela, convidaram Agnaldo e seus amigos para um almoço no dia seguinte; a confraternização aconteceu.; e o resultado foi que todos se sentiram recompensados por aqueles amorosos momentos.

Agnaldo, anos depois e já famoso, fez um show em Leopoldina e naquela ocasião, interagindo com o público, comentou sobre aqueles lindos e saudosos momentos vividos graças à “intervenção” daquele jornaleiro (que, ausente e na ocasião, residia no Rio de Janeiro).

Antigamente os jornais eram os porta-vozes dos fatos locais, nacionais e internacionais; os jornaleiros, os distribuidores das publicações; e os JORNALISTAS os responsáveis pelas elaborações dos textos dos artigos diversos.

“Aquele” jornaleiro do Posto Centenário evoluiu há muitos anos para o patamar “jornalista” e se trata do grande amigo LUIZ OTÁVIO MENEGHITE, a quem cumprimento pela determinação em manter nossa Leopoldina e região bem informadas.
  
   
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