23/08/2021 às 12h32min - Atualizada em 23/08/2021 às 12h32min

Solange Siroco Yung

Edson Gomes Santos
No Leopoldinense leio a notícia do seu falecimento em 21 de agosto.

Retornando aos “meus tempos” em Leopoldina, lembro-me muito dela, da sua extrovertida personalidade, do seu sempre sorriso nos olhos e nos lábios, do seu apoio às atividades do marido, Roberto Yung, apesar de eu nunca haver tido oportunidade de com ela conversar.

Em julho último estive em Leopoldina por alguns dias e naquela oportunidade e em visita ao Luiz Otávio – “vizinho de porta dela” - este levou-me para conhecê-la.

Apresentados, trocamos algumas “prosas”, rimos juntos e nos momentos da conversa entre nós constatei que a jovialidade dela no decorrer dos anos, ao invés de exaurir, foi-se ampliando e apesar dos seus 86 anos não tive dúvidas de que sua extrovertida personalidade ainda perdurava, além do simpático e franco sorriso estampado no rosto.

No artigo do Luciano sobre Solange é citado o nome dos pais dela, sendo o pai italiano, cujo sobrenome é Siroco.

Scirocco em italiano, abrasileirado para Siroco, é o nome atribuído a um vento quente, seco, que sopra do deserto do Saara em direção ao litoral norte da África e ao sul da Europa.

Seu pai, vindo para o Brasil, trouxe, ainda que no sobrenome, o registro daquele fenômeno natural de extrema importância climática para as regiões onde ele “assopra”: o Scirocco.

Então, numa “análise” sentimental, creio podermos afirmar que Leopoldina também foi contemplada e beneficiada com parte daquele fenômeno climático, ainda que através de um sobrenome – Siroco – cujos ventos trouxeram Solange para Leopoldina e o Xamêgo – juiz-forano-leopoldinense – “jogando” seu charme, elegeu-a para companheira de uma VIDA.

Cumprida sua jornada terrestre ela parte para o plano espiritual onde, certamente, se reunirá aos seus familiares que já estão naquele plano, para, juntos, celebrarem a VIDA PLENA.

Da visita e conversa que tivemos naquele encontro patrocinado pelo Luiz Otávio, ficaram o abraço e sorriso que dela recebi ao nos despedirmos.

Porém a sensação que tenho após aquele encontro é de como se Solange e eu nos conhecêssemos desde antigamente.


Solange Lélia Siroco Yung
(Arquivo Jornal Leopoldinense - 06/06/2009)

 
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